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Separações que custam

por Miss F, em 31.03.15

Garotas que estão destroçadas a cortar os pulsos porque um membro dos One Direction decidiu ir à sua vida, calma! São estratégias de marketing, vão ver as vendas dos CD's e merchandising a subir e tudo à vossa custa. E não, provavelmente eles não são mesmo os melhores amigos. Eu sei, todos temos pancas, mas se eu sobrevivi à saída da Ginger Spice das Spice Girls, vocês vão ultrapassar isso. E olhem que o meu sonho de criança era ter este vestido. 

Geri_Halliwell_Union_Jack_Dress_(BRIT_Awards_1997)

 

E não, não pretendia ser prostituta. Só era fan do Reino Unido. 

 

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publicado às 17:43

Abdica-se de nacionalidade

por Miss F, em 26.03.15

Depois da triste figura da embaixadora portuguesa na Finlândia, do novo hit da Ana Malhoa e do novo hino de apoio para Sócrates tenho vergonha de ser portuguesa e estou preparada para abdicar da nacionalidade. Ninguém merece!!

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publicado às 21:07

Tiros na cabeça

por Miss F, em 26.03.15

Mais uma vez a questão da homosexualidade volta a estar em destaque e, como já vem sendo habitual, não é pelas melhores razões. Pois que um advogado na Califórnia avançou com uma proposta de lei (que podem ver aqui) que prevê a morte de gays e lésbicas. Com um tiro na cabeça. Coisa pouca! Numa altura em que todos os dias aparecem notícias de execuções do ISIS que chocam o mundo, aparece este perfeito anormal a sugerir a execução de homossexuais. 

 

As questões da orientação sexual chateiam-me. Chateiam-me porque o que me interessa se A, B ou C dormem com um homem ou com uma mulher? Eu sou heterossexual, gosto de homens, ficava bastante chateada se alguém me dissesse 'Olha agora tens de passar a gostar de mulheres, é o que está certo'. Nada contra quem gosta, mas não faz o meu estilo. Logo, porque é que a sociedade se arroga o direito de definir quem gosta do quê?

 

Falemos dos dois argumentos mais usados. Deus não permite. Oi? Quem é Deus? Eu não sei, nunca o vi nem sequer acredito que exista. Mas mesmo que exista, nunca ninguém o ouviu dizer isso, nem ele tem mais direitos sobre mim do que eu. É contranatura. Não, não é. Os golfinhos fazem parte da natureza, apesar de procriarem com golfinhas têm sexo por prazer entre golfinhos, entre machos. Dado que o sexo não é exclusivamente para procriar, mas maioritariamente por prazer, qual é a parte contranatura de se obter prazer da forma que mais se gosta? Se até os animais têm relações dentro do mesmo sexo porque é que os humanos gostam de catalogar e definir o que é certo e errado? Para mim, errado é matar. Nomeadamente com um tiro na cabeça.

 

Estas manias de definir certos e errados dão cabo de mim. Ide obter prazer com quem gostais e deixai que os outros o obtenham como melhor lhes aprouver.

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publicado às 20:54

Prémio Liebster Award

por Miss F, em 24.03.15

Fui nomeada para este prémio (que desconhecia.. admito, sou uma menina no que toca aos blogs, ando a leste de tudo!!) pela Cláudia! É um desafio engraçado por isso vou dar o meu melhor :)

 

11 Factos Sobre Mim

 

1. Adoro ler

2. Adoro maquilhagem, especialmente batom

3. Gosto muito de cozinhar

4. Sou a teimosia em pessoa

5. Gosto de coleccionar pacotes de açúcar

6. Sou louca pelo Liverpool FC 

7. Não gosto de crianças

8. Adoro rir

9. Compro todos os meses a Vogue Portugal (já era tempo de fazer uma assinatura)

10. Odeio pessoas ignorantes

11. Adoro Filosofia

 

11 Respostas

 

1.Qual o sabor de gelado favorito?

Macadamia Nut Brittle da Häagen-Dazs.

2. Se pudessem salvar apenas uma peça de roupa qual seria?

Ahhh não consigo.. Casaco encarnado que o meu namorado me ofereceu talvez.

3. Qual é o objecto sem o qual não conseguem viver?

Livros.

4. Qual é a música da vossa vida?

Live Forever, dos Oasis.

5. Se tivessem que recomendar um livro, qual seria?

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón.

6. Qual é o desporto que praticam? (Se é que têm tempo para fazer exercicio!)

Já pratiquei voley, actualmente só corro para o autocarro!

7. O que é que vos faz rir à gargalhada?

O meu namorado.

8. Se pudessem mudar de profissão, o qual escolheriam?

Intelligence Officer.

9. Digam um sonho que tenham por realizar.

Viver em Inglaterra.

10. Qual é a vossa série favorita?

Lost.

11. Qual é o blog que vocês visitam todos os dias?

A Pipoca Mais Doce.

 

11 Blogs com menos de 200 seguidores

 

1. wrecking-ball.blogs.sapo.pt

2. jornada23.blogs.sapo.pt

3. ideiasebaleias2.blogs.sapo.pt

4. desabafosmudos.blogs.sapo.pt

5. um_amor_eterno.blogs.sapo.pt

6. lizziebennetauthor.blogs.sapo.pt

7. brancadeneveeos7batons.blogs.sapo.pt

8. palavra-de-bailarina.blogs.sapo.pt

9. daspalavras.blogs.sapo.pt

10. stoneartportugal.blogs.sapo.pt/

11. blogdesaltoalto.blogs.sapo.pt

 

11 perguntas para os blogs

 

1. Qual a vossa viagem de sonho (que ainda não tenham feito)?

2. Que língua gostavam de aprender?

3. Qual a vossa banda/cantor preferido?

4. Melhor concerto a que já assistiram.

5. Restaurante preferido.

6. Qual era o vosso sonho de criança?

7. Animal preferido.

8. Praia ou Campo?

9. Qual o museu que mais te marcou?

10. Qual é a primeira coisa que fazem quando acordam?

11. Há quanto tempo começaram o vosso blog?

 

Have fun!

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publicado às 15:22

Big Eyes

por Miss F, em 19.03.15

Admito, sou fan do Tim Burton. Não sou a maaaior fan, mas gosto muito. O Big Eyes é um daqueles filmes que não é extraordinário, mas vê-se bastante bem e acho que a diferença está em ser do Tim Burton. A história é impressionante, mostra muito daquilo que é a natureza humana, o que a ambição faz às pessoas e como alguém se pode aproveitar do trabalho dos outros para obter os louros, sempre camuflando com boa vontade. Gosto de filmes inspirados em histórias verídicas, fazem-nos pensar mais. Neste caso, além da história também adorei a parte visual, desde os cenários e do vestuário das personagens à arte em si. Fiquei com taaanta vontade de ter um Big Eyes só para mim. Voltando ao Tim Burton, esta é daquelas histórias que facilmente se podiam tornar num dramalhão cansativo, com lágrimas e gritos (que também tem) mas consegue tornar-se cómico sem ser a gozar com a situação. Tem uma leveza que permite que a história nos toque mas de uma forma subtil, sem nos cansar. E essa é a arte do Tim Burton, caricaturizar coisas que à partida são desagradáveis tornando-as visíveis sem serem 'arrebatadoras'. Tornar coisas que não gostamos em coisas que passamos a gostar. Eu não gosto de filmes de crianças, não sei se é defeito, mas não são a minha onda. Alguém insistiu muito para que visse o Charlie and The Chocolate Factory, eu não queria porque era infantil. Já revi umas três ou quatro vezes. E lá está, para mim a diferença está toda no Tim Burton!

 

maxresdefault.jpg

E se alguém me quiser oferecer um destes quadros é só dizerem :)

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publicado às 22:11

Obrigada Sapo!

por Miss F, em 19.03.15

Bem, ontem não vim ao blog e hoje até me assustei! Pela segunda vez o Sapo destacou um post meu e ontem tive 2281 visualizações... Xinapá, duas mil pessoas leram-me??? Obrigada ao Sapo, obrigada a quem perdeu uns minutinhos para me ler, obrigada aos que comentaram e obrigada à Cláudia do And Everything Nice que também me destacou e que é colega (distante) de faculdade - também sou Licenciada pelo ISCSP :) 

 

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publicado às 19:34

Ontem acabei de ler As Intermitências da Morte de Saramago. É um livro pequenito que se lê bastante bem. A história começa numa passagem de ano em que, a partir da meia-noite, as pessoas deixam de morrer. Algumas ficam naquele limbo entre não melhorarem nem morrerem. Depois conhecemos a morte, e não a Morte, a própria insiste que o seu nome é morte, com minúscula. Gostei muito do livro, tem aquele encanto que só Saramago consegue ter. Gosto particularmente de quando a morte escreve para um jornal  e um gramático critica a carta da morte pela

 

"ausência de pontos finais, do não uso de parêntesis absolutamente necessários, da eliminação obsessiva de parágrafos, da virgulação aos saltinhos e, pecado sem perdão, da intencional e quase diabólica abolição da letra maiúscula (...) uma vergonha, uma provocação (...)"

 

Claramente uma piada com as críticas que tantas vezes apontam a Saramago. Saramago é sem dúvida uma daquelas pessoas que entra no lote das 5 pessoas que convidava para jantar (aquele jogo, sabem?).

 

Fiquei apenas um pouco desiludida porque normalmente quando leio Saramago retiro sempre 3 ou 4 frases marcantes para um caderninho de citações, desta vez não houve nenhuma que me tocasse particularmente. Contudo, recomendo este livro, é uma história diferente. Daria 4* em 5.

 

 

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publicado às 17:08

Saiu recentemente (em Outubro sensivelmente) a notícia que o MNE ia abrir concurso para estágios profissionais em Março. Desde que acabei a licenciatura, em 2012, é a primeira vez que o fazem. No meu actual trabalho o contrato acaba em Maio (sem hipótese qualquer de renovação, como em todos os sítios no fundo) e pensei que esta podia ser uma boa oportunidade de trabalhar na minha área de formação, Relações Internacionais. As candidaturas abriram na segunda-feira e ontem registei-me no site e iniciei o processo de candidatura. Preenchi os meus dados pessoais, habilitações académicas e para avançar aparecem alguns itens tipo termos e condições e deparo-me com a alínea d), ponto 2:

 

"[Declaro que] não exerci uma ou mais atividades profissionais por um período seguido ou interpolado, superior a 12 meses"

 

Esta alínea exclui-me de me candidatar a um estágio na minha área porque, admirem-se, desde que acabei a licenciatura, HÁ 3 ANOS, tive de trabalhar. Coisas da vida, ter de trabalhar para viver. Ter contas para pagar, tirar uma Pós-Graduação e, sei lá, comer, obrigaram-me a trabalhar num sítio com condições precárias, a fazer uma coisa que não gosto. E sou prejudicada por isso. Mas após 8 meses de desemprego tive de aceitar o que havia. Isto leva-me a concluir que estes estágios são apenas para quem, aos 22 anos (tendo iniciado a licenciatura aos 18 e feito tudo certinho) nunca teve de trabalhar, excluindo assim aqueles que tiveram de pagar os estudos e aqueles que, sem perspectivas de trabalhar na área, tiveram de se fazer à vida nos entre-tantos (duas situações em que me incluo). Acho que vai ser um desafio encontrar pessoas até aos 30 anos que nunca tenham trabalhado um ano. Ou não, se formos procurar camadas da sociedade mais abastadas onde as pessoas não são obrigadas a trabalhar se querem estudar. E atenção que não tenho nada contra estas pessoas, acho que, se podem, devem aproveitar a situação. Mas acho injusto que eu (e a maioria dos meus colegas que acabaram o curso em 2012 e 2013) não possa concorrer a um estágio na minha área porque trabalhei noutras áreas para ter dinheiro. Sim, podem-me dizer que um estágio é para quem não tem experiência, é para aprender. Mas de facto eu na minha área não tenho experiência nenhuma. E se calhar nunca vou ter neste país onde os regulamentos e portarias estão muito longe da realidade.

 

Mas pode ser que um dia ainda possa vir a trabalhar na área. Quiçá lá fora.

 

Portanto deixo um apelo sentido: jovem que nunca trabalhaste, se ambicionas começar a tua actividade profissional agora que já estás crescido, aproveita, este estágio é para ti!!

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publicado às 18:36

Dia da Mulher

por Miss F, em 09.03.15

Sim, já venho atrasada, foi ontem. De facto não costumo ligar muito ao dia da mulher, acho que a celebração das mulheres deve ser feita todos os dias. Por nós, pelos maridos, namorados, amigos, filhos, netos, primos, o que seja. Ser mulher é difícil, mas é também especial. Somos dez pessoas diferentes por dia - profissionais empenhadas no trabalho, amantes fervorosas, amigas compreensivas, shopping partners, gatas curiosas e observadoras do mundo, distantes nas viagens de transportes onde quem olha para nós não nos consegue ler.. Somos tudo isto e muito mais, todos os dias.

 

Somos também o sexo fraco, a maior parte dos casos de violência são contra mulheres, e não apenas doméstica. Violações a mulheres e meninas, assaltos, discriminação. E não falo numa discriminação 'violenta'. Falo em não sermos levadas a sério nas mais variadas situações. Quando tirei a Pós-Graduação, numa área tradicionalmente de homens, inicialmente ninguém me levava a sério. Éramos duas raparigas (as que iam regularmente às aulas) no meio de rapazes e eu ainda assim sentia que me levavam menos a sério do que a ela. Sim, eu chegava à faculdade de saltos altos e batom encarnado, mas porque é que isso tem de ser visto como incapacidade intelectual ou desinteresse? Porque é que um estilo mais desportivo (contra o qual não tenho nada contra) é sinónimo de uma mulher mais interessada na matéria? Tinha um amigo a tirar a Pós-Graduação comigo e até cheguei a comentar com ele a situação e ele disse 'não ligues, sabes bem o teu valor'. Mas foi difícil. Não ao ponto de arrancar cabelos ahah mas custa ouvir coisas como 'Ah pensei que estavas a tirar o curso por causa dele' (o tal amigo). Sim, porque para facilitar o raciocínio e a razão pela qual estava ali surgiu a teoria de que namoravamos e eu estava ali numa de controlo. Para que conste, esse amigo é casado e eu tenho uma relação há 7 anos, logo nem sequer a questão se colocava. Entre colegas ainda fui dando o desconto, mas o pior foi quando um Professor (uma besta quadrada que aparece na TV em comentários) insinuou o mesmo em relação a esse colega e me disse 'Eu não sei porque é que a menina está aqui, eu não sei se tem interesse nestas matérias'. Eu estava então a gastar 2000€ em propinas + livros só porque não tinha onde gastá-los e porque o meu suposto namorado também estava. Que estupidez uma mulher pensar pela própria cabeça.

 

Em resumo, e dado que o texto já vai longo acho que dos piores tipos de discriminação que existem face ao sexo feminino é a ideia que só há dois tipos de mulher, bonitas/arranjadas ou inteligentes/interessantes, sendo mutuamente exclusivas. Deparamo-nos com isto na faculdade, nos trabalhos, nos convívios sociais.

 

E quanto aos meus colegas, acabaram os trimestres a pedir-me apontamentos e os meus trabalhos porque estavam surpreendentemente bons. Porque vinham de uma mulher.

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publicado às 17:06

O que ando a ler

por Miss F, em 09.03.15

Ultimamente tenho andado com um péssimo hábito, leio dois, três, quatro livros em simultâneo. Depois acabo por ir arrastando as leituras. Actualmente estou a ler:

 

Os Versículos Satânicos, de Salman Rushdie - Comecei a ler este livro em Fevereiro com muita expectativa e realmente fiquei desiludida. Para quem não conhece, e resumindo muito, a história vai fazendo relatos do Profeta do Islão, Maomé, que foram considerados blasfemos. Os muçulmanos ficaram em alvoroço e o líder do Irão, Ayatollah Khomeini declarou um fatwa, uma condenação à morte que pode ser concretizada por qualquer muçulmano. Na Universidade tive oportunidade de estudar bastante o Islamismo e o Terrorismo Ialamita e por isso sempre tive curiosidade para ler o livro, pensei que seria uma versão do Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago para o Islamismo, mas afinal não. Não é um mau livro, mas não é um livro que me faça ler de forma compulsiva, vou lendo. Por isso comecei, hoje precisamente, a ler outro que um amigo me emprestou e já andava na minha lista há muito:

 

As Intermitências da Morte, de José Saramago - Até agora não está a desiludir, comecei hoje e já li 50 páginas. Ler Saramago tem um encanto especial, o que uns consideram difícil (a falta de pontuação) para mim confere uma fluidez na leitura, parece que estamos a ouvir uma história na nossa cabeça. Suspeito que até ao fim desta semana esteja despachado.

 

Mossad - Os Carrascos do Kidon, de Eric Frattini. Já estou a ler este há algum tempo, mas como é um livro mais informativo não tem uma narrativa vou lendo um capítulo quando me apetece ler sobre Israel e a Mossad. Se vejo uma notícia sobre o tema fico com vontade de ler, leio um ou dois capítulos e depois retomo as outras leituras.

 

Depois destes devo ler um do Murakami que ainda resiste das prendas de Natal (em 2015 já li dois livros do autor, estou a guardar este).

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publicado às 16:39


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