Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Prismas

por Miss F, em 26.08.15

Acho difícil escolher actores, escritores, cantores, bandas, o que seja, preferidos. Mas há um actor que gosto particularmente - o Colin Firth. Além de um excelente actor em diferentes papéis parece-me ser uma pessoa culta e informada. Ontem, numa página que sigo no meu Facebook pessoal, Grammarly, vi uma frase que além de me fazer gostar dele ainda mais um pouco é também o que sinto em relação aos livros.

 

11960106_1100117863340536_6571406842339979077_n.jp

 

Acho sinceramente que uma das coisas que os livros nos trazem de mais positivo é exactamente ensinar-nos a ver o mundo de maneiras novas, o que nos permite ter maior tolerância e maior respeito pelos outros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:03

Vem Outono

por Miss F, em 26.08.15

Eu sei que sou do contra, disseram-me isso a vida toda. Mas já fiz praia, já fui de férias, já fui para os copos em esplanadas, por isso volta frio, estás perdoado! Estou farta de sandálias, calções, vestidos leves. Quero usar botas, os meus casacos de pêlo, as minhas luvas e os meus gorros e chapéus. Acho a roupa de Outono/Inverno tão mais elegante que chegando a Agosto fico ansiosa para que volte o frio!

 

Adoro as cores do Outono, as folhas caídas, as bebidas quentes e aconchegantes a acompanharem um bom livro..

 

Fall (2).jpg

 (Imagem retirada da net)

 

Mais alguém assim ou eu sou doida?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:23

Tenho conta em algumas redes sociais, como o Facebook ou o Instagram. Hoje enquanto fazia scroll no Instagram dei por mim a reparar nos nomes dos utilizadores. Alguns escolhem aludir à equipa que apoiam, outros à sua banda preferida, outros aos seus heróis literários. Consegue um username definir aquilo que melhor nos caracteriza?

 

Eu sou do Liverpool e do Steven Gerrard, mas sou também uma All Black do Richie McCaw e do Dan Carter. Depois sou do Harry Potter, sou do Murakami e ainda do Saramago. Mas nunca esqueço The XX, Oasis ou a Florence. Fiquei Lost numa ilha, choro com a Meredith Grey, tenho saudades da Carrie Bradshaw e recordo-me sempre dos meus Friends. Sou tudo isto e muito mais, porque sou, no fundo, eu. Depois penso, o que leva determinadas pessoas a escolherem usernames tão específicos? A optarem por reduzir a sua personalidade a uma banda, a um clube ou a uma série? Faz-me uma certa confusão, é como se a sua personalidade não fosse realmente sua, mas uma projecção daquilo a que querem pertencer.

 

O que quero dizer é que cada vez somos menos nós próprios para sermos vistos, para sermos integrados, para sermos outra coisa. Não melhores nem piores, apenas diferentes daquilo que somos. Quando devemos apenas ser nós, sem tentar ser outra coisa. 

 

 

 

Be-The-Best-Version-Of-You-Do-The-Best-You-Can.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:13

O que ando a ver - Borgen

por Miss F, em 24.08.15

Normalmente vejo pouca televisão mas gosto de estar atenta a séries que têm sucesso lá fora, e uma das séries de sucesso no Reino Unido é a dinamarquesa BorgenTenho acompanhado através da RTP2 e rapidamente se tornou numa das minhas séries preferidas. A série acompanha essencialmente a política na Dinamarca, mas apesar de se focar no país consegue ser um retrato daquilo que se passa na política em qualquer parte do mundo - os acordos entre partidos, as trocas de favores e as chantagens que por vezes existem. Adoro este tipo de séries porque adoro política (embora não me reveja nos partidos portugueses, o que me impede de me envolver neste meio). A personagem principal é a primeira-ministra Birgitte Nyborg, papel desempenhado por Sidse Babett Knudsen que poderão ver na adaptação cinematográfica de Inferno de Dan Brown no próximo ano. A personagem é genial, é uma mulher forte e independente, com os seus princípios bem definidos e que não se deixa vergar, defendendo sempre aquilo em que acredita. Identifico-me com algumas causas e princípios que ela defende e isso também faz com que goste mais da série.

A série aborda também o jornalismo e a relação da política com os media. Neste aspecto destaca-se Katrine Fonsmark, interpretada por Birgitte Hjort Sorensen (para quem vê o Game of Thrones já devem reconhecê-la como a wildling Karsi no episódio Hardhome, o oitavo da última temporada), uma jornalista que questiona tudo e todos, percebe bastante de política para saber quando alguma história está mal contada e também não tem medo de defender aquilo em que acredita. É engraçado como esta série mostra como a política é, por vezes, influenciada e condicionada pelos media, como boas medidas podem ser distorcidas e mal-entendidas, acabando por ter um impacto muito diferente daquilo que se pretendia. Isso leva a que no dia-a-dia tenha começado a prestar ainda mais atenção à forma e tempo como as notícias são dadas, porque há algumas que são empoladas e outras apenas notas de rodapé.

 

Uma vantagem desta série é ter poucos episódios, são apenas três temporadas de 10 episódios cada. Por vezes as séries deixam de ter fio condutor e tornam-se repetitivas pela sua extensão e isso faz com que se perca o interesse, o que não acontece neste caso. Como também já vos disse esta série é dinamarquesa, que é uma língua pouco ouvida por cá e pode ser estranha ao início, contudo eu adoro ouvir línguas diferentes por isso dou-me bem com isso, mas admito que para algumas pessoas isso seja um entrave. Da minha parte orgulho-me de já conseguir distinguir as palavras tak e undskyldning (obrigado e desculpa, respectivamente) 

 

Por isso se estão sem ideias para séries nesta silly season invistam nesta, vale mesmo a pena!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:07

Uma questão de terminologia

por Miss F, em 21.08.15

No fundo os refugiados são migrantes, na medida em que saem de um sítio para irem para outro. Mas vão para outro sítio em busca de refúgio, logo o drama na Europa é de refugiados e não de migrantes.

 

Este é um tema que tenho acompanhado de perto, desde que os refugiados iam até Lampedusa. Na altura outros países da Europa achavam que a Itália tinha de reforçar as fronteiras mas poucos se mostraram disponíveis para ajudar a Itália - porque o problema era deles. Aquilo que já se previa era que os refugiados não se iam ficar pela Itália e agora temos em Calais o resultado da União Europeia em geral (e certos países em particular) ter ignorado por completo este problema. Agora o Sr. Cameron (e eu até simpatizo com o senhor) já acha que se deve fazer alguma coisa. Já era tempo dos países da União Europeia perceberam que a União Europeia não são os outros, somos todos nós e devíamos cada vez mais pensar em conjunto. Porque é mais o que nos une do que aquilo que nos separa.

Na minha perspectiva devíamos começar por chamar as coisas pelos nomes - refugiados e não migrantes-, reforçar as fronteiras nas zonas mais problemática (Grécia e Itália) e tentar que os países da União recebam condignamente os refugiados, na medida das suas capacidades, mantendo a solidariedade para com estes povos e não esquecendo que a Europa nem há cem anos também viveu uma guerra. Mas isto só pode ser feito de forma conjunta.

“We are only as strong as we are united, as weak as we are divided.”

 

Nota: Quem souber de quem é esta citação ganha um prémio.

Vá, ganha uma menção honrosa neste meu canto, também já não é mau. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:42

Direitos dos Animais -ou das Pessoas?

por Miss F, em 19.08.15

Saiu hoje uma notícia que os veterinários defendem benefícios fiscais para quem tem animais de estimação. Eu nunca tive animais, seria incapaz de tratar mal um animal mas não tenho particular gosto por eles. Posto isto não podia discordar mais desta ideia. Se há gente que tem filhos para receber abono e outras ajudas então com animais passavam a ter uma quinta em casa. Ou seja, salvaguardar o bem-estar dos animais, que está na base da ideia podia ter o efeito contrário, até porque convém não esquecer que tudo o que são benefícios fiscais é bem mais bonito na teoria do que na prática, quando percebessem que afinal o benefício não é assim tanto iam aumentar os abandonos. Sim, conheço quem trate os animais como família (e acho bem) e sei que se gasta muito dinheiro com um animal de estimação, contudo não vejo porque hão-de ter benefícios. Quem quer ter um animal tem que ter tudo em conta, se não tem capacidade financeira para sustentar o bicho fica quieto no seu canto ou vai visitá-lo ao canil todos os dias (estou a assumir que quem gosta MESMO de animais os adopta). Eu gostava de comprar livros todos os dias, mas como não posso não compro. Acho que é simples. No fundo acho que esta ideia é mais para as pessoas do que para os animais e não os ia beneficiar em nada.

 

Nota: Post editado para pôr o link da notícia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:20

Paper Towns & Looking for Alaska

por Miss F, em 14.08.15

Desta vez vou fazer uma review conjunta, uma vez que os livros são do mesmo autor. O primeiro livro que li do John Green foi o The Fault in Our Stars e adorei. A Hazel Grace tornou-se das minhas personagens preferidas, a forma simples da escrita cativou-me e o tema (cancro) é-me algo próximo. Entretanto tenho lido outros livros e não tinha voltado a John Green. Como ia sair o filme Paper Towns, protagonizado pela Cara Delevingne, com quem simpatizo e sigo no Instagram, decidi ler o livro há já algumas semanas. Não gostei muito, daí que não tenha sequer perdido tempo a escrever uma review 'completa'. É uma história um bocadinho básica, sem nada de especial, e as personagens são pouco cativantes. A vantagem é que os livros dele se lêem bastante rápido, são uma leitura mais leve. Deixo aqui a sinopse.

 

Entretanto, terminado o All The Light We Cannot See e antes de embarcar no The Goldfinch (que é menino para demorar alguns dias) decidi ler o Looking for AlaskaSe não gostei do outro, porque fui ler este, perguntam vocês? Porque tem apenas 170 páginas e já o tinha no Kobo. Só mesmo por isso. Tendo lido o Paper Towns recentemente as minhas expectativas para este eram muito poucas, o que se calhar ajudou a que tivesse gostado mais. A história é mais trágica (queria eu desanuviar do drama - han han) e acho que o autor devia apostar mais neste registo. Gosto da forma como a escrita simples se interliga com assuntos não tão simples assim. Se no Paper Towns a escrita se torna básica porque a história tem pouco que se lhe diga, neste, com uma tragédia pelo meio, a escrita simples, com personagens adolescentes, é uma grande mais valia. Ou então eu só gosto mesmo é de violência e tragédia e, nesse caso, não ligues John Green. Para quem não se quiser aventurar nesta loucura que são 170 páginas (li em três noites, antes de dormir) podem sempre esperar pelo filme que está previsto para 2016.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:20

Obrigada Sapo!

por Miss F, em 14.08.15

Pois que uma pessoa ausenta-se uns dias da blogosfera e pumbas! quando regressa tem um destaque! Fiquei especialmente contente com este destaque porque, apesar de ter andado ocupada nestas últimas semanas - daí que tenha feito poucos posts -, esforcei-me para escrever sobre o All The Light We Cannot See. Foi um livro que se tornou dos meus preferidos e gostei particularmente de escrever sobre ele. Senti, de certa forma, que este destaque foi um reconhecimento pelo meu esforço. 

 

destaque.png

 

Mais uma vez obrigada ao Sapo e obrigada a todos os que vieram ao meu cantinho, espero que voltem, estarei cá para vos receber 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:07

All The Light We Cannot See

por Miss F, em 07.08.15

Ontem terminei de ler este livro e foi dos que mais gostei de ler este ano. Anthony Doerr ganhou, em 2014, o Pulitzer Prize for Fiction e o Goodreads Choice Awards Best Historical Fiction com este livro e podem consultar a sinopse aqui. Resumindo (para quem não quiser ir ver) este livro passa-se durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha a história de Marie-Laure LeBlanc, uma parisiense que fica cega aos 6 anos, e Werner Pfennig, um órfão alemão cujo destino é vir a trabalhar nas minas onde perdeu o seu pai, e que se apaixona por rádios. O livro vai-se desenrolando em capítulos alternados entre as personagens, com avanços e recuos no tempo. Parte do interesse do livro reside exactamente neste aspecto, passamos de 1940 para 1944, num vai e vem que, ao mesmo tempo que revela um pouco do que vai acontecer, deixa-nos à beira da cadeira quando temos de voltar de novo atrás no tempo.

 

O que mais gostei neste livro foi a impossibilidade de compreendermos os outros. Embora seja uma coisa quase básica a verdade é que nem sempre através dos actos conseguimos perceber a personalidade dos outros. Isso é levado quase ao extremo neste livro pelos condicionalismos da guerra, costumamos dizer que as guerras trazem ao cimo o melhor e o pior de cada um, mas e se o pior não é mais do que uma acção condicionada pelo ambiente em que estamos? Sim, de boas intenções está o inferno cheio, mas e se as coisas não forem assim tão lineares? Acho que essa foi a reflexão mais importante que retirei deste livro. Não sei se é esse o objectivo do escritor mas para mim o título é uma alusão ao carácter das pessoas, há muita luz nos outros que nós não conseguimos ver.

 

Outro aspecto que gostei bastante neste livro é o clima de guerra. Escolhi a minha área de formação também por gostar de História, e a Segunda Guerra é das minhas áreas de estudos preferidas, o que faz com que leia muito sobre o tema - tanto ficção como não-ficção. Por mais livros que leia sobre o assunto, por mais documentários que veja, sempre que volto ao tema há uma afição que me incomoda, um medo terrível de um dia me ver num ambiente de guerra total, como aconteceu nesta guerra. Todas as privações, todos os condicionalismos, todo o medo que a guerra gera incomoda-me. Mas incomoda-me de uma forma que me leva a querer saber mais. Tenho a convicção que actualmente existem poucas pessoas que tenham realmente medo da guerra ou sequer percebam o quão violento realmente é. Têm aquela visão romântica dos filmes em que o Rafe volta dos mortos e depois dá uma tareia nos japoneses. Nunca vivi nenhuma guerra, é verdade, mas já vivi, através dos livros, na pele de pessoas que a viveram e não consigo descrever a aflição que sinto enquanto leio. 

 

Como o texto já vai longo termino a minha reflexão dizendo que embora seja um livro relativamente grande (cerca de 550 páginas) lê-se bastante bem porque os capítulos são pequenos e vão saltando entre personagens. Também a escrita é fácil de seguir, sem grandes floreados mas interessante. Li no Kobo e, ao nível do peso, facilitou muito!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:05


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D