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#4 Odeio pessoas

por Miss F, em 28.10.15

que levam crianças a jantar fora. Não são toooodas as crianças, nem me refiro a toooodos os restaurantes, não me choca que o McDonald's ou o Chinês da esquina tenham crianças. Mas quando vou a um restaurante mais 'maneirinho' e, passado um bocado, começo a ouvir gritos, choros, correrias e tudo mais... Até reviro os olhos.

 

No geral não gosto de crianças. Não me levem a mal, mas mesmo quando era criança não gostava das outras, achava que eram infantis. Quando, ao fim de uma semana esgotante, vou a um restaurante para tomar uma refeição descansada a pior coisa que me pode acontecer é haver criancinhas por perto. Eu até sei que a culpa não é delas, que elas se calhar até preferiam estar em casa a fazer macacadas em vez de serem forçadas a estar num restaurante de adultos onde têm de se comportar. Mas as mães/pais acham que têm o direito de impor os seus rebentos a toda a gente e estão-se nas tintas para os outros. Sim sim, quem está mal muda-se. Mas há uma coisa chamada respeito e boa-educação por isso, se faz favor, não levem as vossas criancinhas para restaurantes mais aprumados, podem estragar a noite dos outros.

 

Agradecida.

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publicado às 17:00

Porque livros nunca são demais

por Miss F, em 27.10.15

Eu tinha dito, desde que o meu moço me ofereceu o Kobo, que ia reduzir a compra de livros. Por um lado porque o espaço não abunda, por outro porque ele diz que, se me deu o Kobo foi para eu usar. Mas depois...

 

Depois veio a Feira do Livro de Lisboa e lá veio um e a seguir mais dois. Mas caramba!, este é um evento anual e tenho a tradição de comprar, todos os anos, um livro na Feira.

 

No Verão fui mais controlada, até porque um amigo emprestou-me uma série de livros que tinha lá para eu ler, fui lendo no Kobo e a coisa foi passando. Este mês, houve um dia em que entrei na Fnac por acaso. É que nem ia com intenções de nada, era só mesmo passar a vista pelas novidades. Mas depois... depois estava lá um livro da Bridget Jones (mais correctamente, da Helen Fielding), uma edição que traz, num só, os dois primeiros livros da história: Bridget Jones's Diary e The Edge of Reason... por 3€. T-R-Ê-S euros. Alguém resiste a isto? Exacto.

 

Mas ainda há outro depois. Na sexta-feira passada o moço recebu mensagem da Fnac (é ele que tem o cartão.. se não, já se sabe não é?) a informar que tinham creditado 10€ no cartão para utilizar até domingo e diz-me ele "Olha recebi esta mensagem, queres alguma coisa da Fnac?" Os meus olhos até brilharam! Eu sei, dez euros não são uma fortuna, mas eu sou uma rapariga que se contenta com pouco e respondi, sem hesitar, "UM LIVRO!!!" . No domingo lá fomos propositadamente a uma Fnac para comprar um livro, eu queria muuuito  O Amor nos Tempos de Cólera, aquela edição bonitinha da BIS com as flores cor-de-rosa, quando chego à prateleira a capa estava dobrada. Entenda-se, eu gosto de livros 'estragados', com as lombadas dobradas, com um ar usado - mas se tiver sido usado por mim ou comprado em segunda-mão. Lá fui chatear o senhor da Fnac, só havia mais UM exemplar na loja, lá teve o senhor (muito simpático, por sinal, gosto quando encontro pessoas assim) de ir para o armazém procurar. Mas este custava apenas 9,95 e os vales só podem ser descontados em valores superiores a 10€, então fui aos clássicos HarperCollins (aqueles mega baratos) e comprei um da Anne Brontë por 3€. Com os descontos aderente Fnac acabou por ficar tudo por 11,25€, resumindo por 1,25€ ganhei mais dois livros para a minha colecção. E, desta vez, fui patrocinada pelo moço (que, sei que já disse por aí, não sei a quem, no Verão não me deixou comprar o mesmíssmo O Amor nos Tempos de Cólera. Toma lá para aprenderes!).

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publicado às 10:33

Finalmente consegui arranjar uns minutinhos para vos vir aqui falar de um dos melhores livros que li este ano - The Nightingale de Kristin Hannah. Não conhecia a autora, o livro não me foi recomendado por ninguém e nem sequer li opiniões antes de ler, foi um livro que li completamente por acaso. Vi na lista de Best Sellers do New York Times e a sinopse chamou-me à atenção. Foi publicado no início deste ano e, à data em que escrevo, mantém-se no Top 20 da referida lista. Se é verdade que tenho uma lista interminável de livros para ler, alguns deles há anos, é também verdade que gosto de ir lendo um ou outro livro recente, que apareça nestas listas para me manter a par do que se vai escrevendo por aí.

 

Não conhecendo a autora a escrita foi uma completa revelação, é uma escrita fluida, cuidada e com óptimos diálogos. A história passa-se em dois momentos - em França, durante a Segunda Guerra Mundial, e nos Estados Unidos em 1995. Vai acompanhando a história de duas irmãs, a irmã mais velha, Vianne, casada e com uma filha, é a irmã mais certinha, a Isabelle é a rebelde, que foi expulsa de vários colégios. Já vos disse, aquando da review ao All the Light We Cannot See, que gosto muito de livros passados em clima de guerra, principalmente nesta guerra. Isso, claro, contribuiu para escolher este livro entre tantos outros. Quando a história se desenrola nos anos quarenta vai-se dividindo entre as duas irmãs; em 1995 temos apenas uma narradora, sexo feminino, sem qualquer caracterização que torna impossível perceber quem é. Ao longo do livro pensei que fossem mil personagens diferentes, uma das irmãs, uma amiga de uma delas, uma mera conhecida, a filha de uma delas, enfim as hipóteses eram mais que muitas e, no final, é surpreendente. 

 

A história é lindíssima, enternecedora, retrata bem a dureza da guerra e do regime Nazi, tem paixões, traições, lealdades quebradas e reconquistadas, tudo aquilo que a guerra proporciona ao ser humano. A diferença deste para o All The Light We Cannot See é que, sendo escrito por uma senhora acaba por ter outra sensibilidade e dar ênfase a situações que os homens nem sempre conseguem (embora haja excepções, naturalmente), acaba por ser uma visão um bocadinho diferente da guerra, não diria sentimentalista mas mais humana e mais sensível. Acabei de ler este livro a um sábado, já passava das três da manhã, porque simplesmente não conseguia nem queria largá-lo. Chorei em alguns momentos do livro e, no final, há tanta coisa que acabou bem e tantas outras que ficaram mal que chorei durante um capítulo inteiro. Sem dúvida que a Vianne e a Isabelle vão ficar guardadas na memória como das melhores personagens que li. É, também sem dúvida, um livro que irei reler no futuro.

 

Este livro deixou-me também curiosa para ler outros trabalhos da autora, gostei tanto do livro que acabei por deixar (através da minha conta Goodreads pessoal) uma mensagem à autora, coisa que nunca tinha feito na vida. Mas o livro tocou-me tanto que não resisti.

 

Se querem ler um bom livro e estão sem ideias, se querem começar já a fazer as compras de Natal (faltam dois meses pessoas!!!) e há pessoas a quem vão oferecer livros este é um excelente presente (embora ainda só haja em inglês...). Podem encontrá-lo no Círculo de Leitores e aproveitar para ler uma entrevista da autora (obrigada à M* pelo excelente trabalho de investigação ).

 

The Nightingale recebe, sem sequer pensar duas vezes 

 

Nota: post editado para acrescentar o link da versão em Português.

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publicado às 18:48

#3 Odeio pessoas

por Miss F, em 21.10.15

que dizem treuze.

 

Oh minha gente, mas onde é que vêem o U? É treze. T-R-E-Z-E. Sem u. Isto quando são pessoas que, por contingências da vida, têm uma baixa escolaridade e poucos conhecimentos da língua portuguesa eu ainda dou um desconto e não ligo. Mas quando são pessoas com formação e, como já ouvi, jornalistas eu fico maluca. Maluca!! É que não estamos a falar de uma palavra complicada como rubrica, estamos a falar de pôr letras onde não existem. 

 

Eu posso gostar da pessoa e até pensar que é uma pessoa que sim senhor, vale a pena falar com ela. Mas se calha a dizer que no dia treuze tem um compromisso desce logo na minha consideração.

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publicado às 16:00

Tempos difíceis

por Miss F, em 19.10.15

Já vos disse que a minha vida está em mudanças, por isso nos próximos tempos vai ser complicado escrever por aqui, mas quero ver se mantenho, pelo menos, as quartas-feiras de ódio e, se ainda esta semana, consigo fazer a review do The Nightingale (sinopse em inglês, penso que ainda não foi editado em Portugal). Adorei o livro e quero dedicar tempo a escrever sobre ele!

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publicado às 21:27

Esquerdices agudas

por Miss F, em 14.10.15

Eu queria evitar escrever muito sobre política, é uma área que gosto mas que me abstenho de comentar com pessoas fora do meu círculo de amigos porque é daquelas coisas que pode azedar qualquer conversa. 

 

Mas, recuperando uma notícia do Expresso do dia 14 de Setembro (faz hoje um mês), como é que uma pessoa que disse:

 

Eu fui sempre um moderado, fui sempre um social-democrata, nunca tive aquelas tentações esquerdistas"

 

E uma pessoa que acusou o outro de ter:

 

(...) a mesma lógica da direita”

 

Agora são todos muito amiguinhos e de uma "esquerda unida"? Faz-me espécie, confesso. 

 

 

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publicado às 20:23

Em altas

por Miss F, em 14.10.15

Epaaa eu esta semana estou mesmo em altas, dois destaques no Sapo em dois dias! Muitas gracias pessoas encarregues pelos destaques. Beijinho da Miss F. e continuem assim que eu gosto 

 

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publicado às 20:20

#2 Odeio pessoas

por Miss F, em 14.10.15

que TODOS OS DIAS põem frases feitas/inspiradoras nas redes sociais.

 

Primeiro, frases feitas irritam-me. Depois, como é que estas pessoas encontram as frases? Têm um arquivo no computador, dividido por pastas como 'Frases de Bom Dia', 'Frase de Motivação', 'Frases de Be Yourself' e por aí?? É que falo de pessoas que não fazem um simples share de páginas como Cifras e outras que tais (que eu odeio e passo a vida a bloquear), são pessoas que põem fotos delas, dos filhos, dos cães, dos gatos e dos periquitos sempre com uma frase alusiva à situação, todos os dias!!!

 

Depois a questão prática - não é possível acreditar genuinamente em toda aquela trampa. Até porque, muitas vezes, as frases contradizem-se. Mas o pior, o piorzinho de tudo, é que se ainda fossem citações de livros, filmes, por aí, que nos fizessem pensar um pouco, mas nãooooo, são aquelas frasezinhas de porcaria que não lembram ao menino jesus.

 

E agora digam-me, não odeiam estas pessoas? Admitam, quem é que tem, pelo menos, um amigo assim?

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publicado às 17:03

Dia Mundial do Escritor

por Miss F, em 13.10.15

Dizem as más línguas, mais concretamente esta e esta, que hoje é dia mundial do escritor. Gostei de ler as palavras destas duas moças e decidi, também, parar aqui uns minutos para deixar umas palavrinhas às pessoas que mais gosto no mundo - os Escritores. Vocês são umas pessoas do caraças! Fazem-me rir, fazem-me chorar, fazem-me sonhar e fazem-me, sempre, querer mais. Quero sempre mais livros para ler, mais histórias para descobrir, mais personagens para conhecer. E nada disto seria possível sem eles. Sem a J.K. Rowling que trouxe mais Magia ao (meu) mundo, sem o Saramago que me faz sempre questionar tudo, sem o Dan Brown que me leva a conhecer cidades da forma mais frenética e tornou a minha viagem a Roma mais interessante, sem a Gillian Flynn que me deixa à beira da cadeira, sem estes e sem tantos outros o (meu) mundo seria mais vazio e menos interessante. Devo a todos eles, a todos os Escritores que já me passaram pelas pontas dos dedos, e àqueles que ainda irão passar, um muito obrigada por me fazerem mais feliz.

 

Atrevo-me a dizer que há, em cada leitor, um ambicioso escritor. Que me lembre, escrevi a vida toda. Desde que aprendi a ler e a escrever nunca mais quis outra coisa. Mantive diários durante muitos anos, fiz esboços de histórias para livros (que nunca viram a luz do dia), e a minha parte preferida dos testes sempre foram as composições. Adorava testes de Filosofia porque me era permitido escrever, tanto aquilo que sabia como a minha opinião sobre esse conhecimento. O ano passado decidi começar este blog e partilhar com todos os que cá vêm a minha escrita. Sempre sonhei, um dia, conseguir que aqueles que me leiam retirem desse gesto o mesmo gosto que eu retiro daqueles que leio. Sonho, um dia, escrever um livro. Sinto que, mais importante do que ser escritora 'de profissão', é ter alma de escritor, porque embora não escreva livros, quando não escrevo sinto-me em falta comigo própria. Sou daquelas pessoas que pensa melhor a escrever, resolvo os problemas escrevendo sobre eles, consigo dizer mais a escrever do que numa conversa, não porque seja particulamente tímida, mas porque escrever é, para mim, mais natural do que falar. Posto tudo isto, e por saber que há sempre aí alguém desse lado, agradeço-vos também darem-me o gosto de ser lida. Embora não tenha nenhum objectivo com este blog (para além de ser um sítio onde posso escrever) o meu dia fica sempre melhor quando vejo as visitas a subir!

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publicado às 21:24

As coisas que uma pessoa tem de ouvir

por Miss F, em 08.10.15

Hoje enquanto atravessava a passadeira nas Amoreiras reparei numa senhora com dois miúdos pequeninos e, como estavam parados ao meu lado, fui ouvindo a conversa. A senhora era daquelas avós que trata os netos por você, fala de forma afectada e anda como se fosse dona do chão que pisa. Entretanto um dos netos diz que precisa de fazer xixi e a senhora diz Então vá faça ali naquela árvore! 

 

O QUÊEE??? EU OUVI BEM?? 

 

Sim, ouvi. Uma senhora cheia de salamaleques decide, ao lado de um centro comercial cheio de casas-de-banho, pôr os netos (que entretanto o outro juntou-se à festa) a urinar no meio da rua. Como se isto não fosse mau o suficiente, depois desta cena o miúdo mais velho sentou-se lá nuns degraus e diz a senhora na sua voz afectadíssima

 

Oh (não me recordo o nome) não se sente aí que isso é uma porcaria, levante-se lá.

 

Urinar em público? Perfeitamente aceitável. Sentar-se no chão? Cruzes, credo, canhoto, que p'caria!

 

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publicado às 23:06

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