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Ainda os refugiados

por Miss F, em 10.09.15

Fiquei surpreendida quando o Sapo destacou o meu post sobre a crise dos refugiados, até porque o fez passado algum tempo de o ter escrito, e isso trouxe mais pessoas ao meu blog (a todos agradeço a visita e os comentários, independentemente de concordarem ou não). Continuo a ter a mesma opinião - devemos ajudar os refugiados. Como? Com conta, peso e medida. Muitas pessoas não estão a par dos procedimentos que envolvem um pedido de asilo - podem ler este guia do SEF que explica os passos a tomar. Se em países como Alemanha, Áustria ou Inglaterra onde os refugiados chegam aos milhares, todos os dias, é mais difícil controlar acho que em Portugal não vai ser assim tão complicado lidar com o fluxo de refugiados. Ademais, aqueles que queiram usufruir das condições especiais para os refugiados têm de seguir este processo e submeter-se às leis portuguesas, como todos nós. Não, não me considero uma pessoa ingénua e sei que há muitos que podem não vir por bem, sei que podem haver terroristas pelo meio e que é difícil garantir o controlo a 100%. Mas em algum sítio vivemos 100% seguros? Há sempre crime e insegurança, isso é uma certeza da convivência humana. Logo, a todos aqueles que não aceitem submeter-se às nossas leis nem queiram ser registados como refugiados, lamento mas voltem para a terra de onde vieram.

 

Tenho observado, com alguma estupefacção, a partilha de vídeos que visam mostrar como os muçulmanos são maus. Vi reportagens que já têm ANOS de existência, onde a violência é cometida por muçulmanos que NASCERAM nos países onde os vídeos se registam. Vejo vídeos onde só mostram a parte que interessa para defender que não devemos receber refugiados na Europa; depois, quando vamos ver os vídeos na íntegra afinal aquilo não foi nada assim. Mais, há actualmente um grupo no Facebook que está a organizar uma manifestação contra a vinda de refugiados que já conta com quase 17 mil - DEZASSETE MIL - pessoas. Já ouvi gente dizer 'é bem feito que venham e façam um atentado, depois aí é que eu me rio'. Gostaria de ouvir as gargalhadas se perdesse um familiar. Esta gente tem noção das barbaridades que diz?

 

Mas aquilo que me faz mesmo muita confusão e me deixa verdadeiramente triste é a falta de solidariedade dos portugueses. Tenho visto por todo o lado argumentos como 'Vêm roubar trabalho'; 'Devíamos era ajudar os nossos'; 'Eles só estão bem a destruir tudo, são todos terroristas'. Se um sírio, sem falar português e sem conhecimentos, conseguir roubar o trabalho a um português isso não abona em nada a favor do português. Ajudar uns não implica deixar de ajudar os outros - isso é como dizer que não se deve ajudar animais porque há pessoas a passar fome. Eles estão a fugir disso mesmo, de terroristas. Gostam tanto de levar com bombas como nós, daí estarem a F-U-G-I-R!!

 

Peço a todos os que estão a ler este texto que parem um minuto e respondam a esta questão: O que acham do Holocausto durante a II Guerra Mundial?

 

Já responderam?

 

Agora respondam a esta: Daqui a 50 anos querem ser lembrados como aqueles que não evitaram a morte de milhares de pessoas por acharem que vos vinham roubar o trabalho? Ou querem ser lembrados como aqueles que acolheram famílias desfeitas que estavam a ser chacinadas no próprio país? 

 

Sim, também sei que neste caso os riscos securitários são superiores, daí que seja a favor de um controlo restrito de quem vem. Mas isso é diferente de deixar afundar barcos só porque vem lá o Papão do Islão.

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publicado às 23:59


27 comentários

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De Charneca em flor a 12.09.2015 às 15:46

"Esta gente tem noção das barbaridades que diz?" perguntas tu. Sem dúvida, uma boa pergunta. As pessoas acham que, defendidas pelo teclado anónimo onde escrevem, podem dizer tudo o que lhes dá na real gana. De um momento para o outro, desataram a reparar que há sem-abrigos nas nossas cidades, que há milhares de desempregados em Portugal e que há crianças que sofrem. Estas situações já se arrastam há anos. Parece que as pessoas só deram por isso agora que estamos na eminência de receber refugiados. Aonde é que estiveram nos últimos anos? Só agora é que importante defender os mais desfavorecidos do nosso país?
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De Anónimo a 12.09.2015 às 20:17

Obvio que sempre repararam .....
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De anonimo a 12.09.2015 às 21:59

Ó meu caramelo e a guerrinha da Síria à quantos milénio existe ?????? Só agora se lembraram da EUROPA ?????? Asno, e todos que pensam assim.
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De candida a 15.09.2015 às 13:20

Pois é verdade a crise da Síria já tem barbas, mas só agora se lembraram que a Europa existe, porque será?
Pois bem, a Europa vai sustentá-los integralmente, vai construir-lhe mesquitas permitir-lhes andar de cara tapada e acima de tudo terá muitas estações de metro para explodir
Admira-me que agora os europeus solidários se rendam com a miséria dos refugiados, mas há uns quando as colónias portuguesas foram vendidas nenhum português se ergueu para ajudar os refugiados que de lá vinham, bem dirão alguns eram outros tempos, pois... talvez
Quando começarem a mostrar o que os trouxe para cá depois dar-me-ao razão, até lá serão rosas senhora e só rosas
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De Anónimo a 13.09.2015 às 00:05

Claro que já repararam faz muito, o que custa obviamente é ver que mais uma vez serão esquecidos!!! Não acha? ou acha que os pobres do nosso País não contam!!!!!
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De Charneca em flor a 13.09.2015 às 11:37

Ainda gostava de saber porque é que, quando as pessoas não concordam com a opinião dos outros, comentam de forma anónima e ofensiva. Anónimo ninguém sabe quem é enquanto um blogger mesmo com um nickname não é propriamente um perfeito desconhecido. Não acho de maneira nenhuma que os nossos pobres são menos importantes do que os refugiados. Só que não acho que os países europeus que estão mais perto dos países de origem tenham que aguentar sozinhos esta situação sem contar com a solidariedade do resto da União Europeia. Ou somos uma União ou não somos?!
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De Miss F a 14.09.2015 às 23:06

Há poucas coisas piores na internet do que os anónimos agressivos que só sabem defender um ponto de vista insultando as pessoas que defendem o contrário. Há pouca capacidade de perceber que opiniões devem ser defendidas com argumentos e não com insultos.

Com tanta gente solidária até fico parva de ainda haver pobres em Portugal. O timing das pessoas é muito curioso
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De Haja paciência!! a 12.09.2015 às 20:27

Agora sim! passamos das semânticas ás palavras.
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De Fernando Saraiva a 12.09.2015 às 21:11

Sem dúvida temos visto pessoas a comentar que não concorda que os sírios não deviam vir para Portugal porque "nem trabalho há para os que cá andam" ou "temos cá sem abrigo".

A questão que eu deixo aqui a todos é se todos nós estamos a contribuir para ajudar os de cá. Talvez esta questão dos refugiados possa vir a melhorar, acima de tudo, a consciência do "dar" a todos nós.

Será que todos nós estamos a tirar um pouco que seja do nosso dinheiro ou património para ajudar os sem abrigo portugueses? Será que todos nós estamos a pagar cotas de associações, ajudas paroquiais, ajudas voluntárias para ajudar os sem abrigo portugueses?

Será que todos nós estamos a tentar proativamente arranjar um emprego, a arranjar melhores condições de vida para o nosso próximo (ou para nós mesmos). Será que todos nós estamos a tentar ser mais cívicos moderados com os nossos de cá?

Acho que o problema não são os sírios. O problema é nós não estarmos a ajudar os nossos de cá. É um problema que existe ainda antes dos sírios.

Antes de virem os sírios à baila havia (e há) os sem abrigo portugueses.

Será que nós temos tentado, todos juntos, ajudar os nossos portugueses (sem abrigo) ainda antes de se falar dos sirios? Será que nos temos tentado, todos juntos, arranjar um emprego, aceitar um emprego, procurar um emprego, procurar uma formação... para ter um emprego?

O problema não são os sirios. O problema é "antes dos sírios nós nem sequer ajudávamos de forma eficiente os sem abrigo portugueses".

Nós portugueses com ou sem trabalho. Nós portugueses com condições de procurar emprego, formações, procurar formas de dar a volta por cima.

Quem está habituado a dar e a partilhar, agora com a vinda dos sirios estes são apenas "mais alguns". Quem está habituado a ser voluntário, estes sírios são apenas mais alguns.

Mas quem de nós não tem ajudado os outros precisa de se rever, e os sírios são uma oportunidade de mudança para nós. E quem não gostar dos sírios, oxalá que agora seja uma oportunidade de ao menos olhar para os seus... portugueses sem abrigo. Mostre-se então a atitude "nacionalista" de ajudar os de cá. De ajudar os sem abrigo nacionais.

Porque se estamos contra os sírios mas não ajudarmos os sem abrigo portugueses e desculpando-nos com argumento, a verdade é que não temos razão. Nós próprios já fazemos terrorismo verbal e tratar desumanamente os sem abrigo portugueses. São os terroristas estrangeiros que nos preocupam?

Olhemos para nós... se não ajudarmos os nossos.

O estado como nosso representante tem algumas responsabilidade. Mas a responsabilidade maior de ajudar os sem abrigo portugueses é nossa, da sociedade civil. Portanto quem se opõe aos sírios e está a favor de ajudar os sem abrigo portugueses a minha questão:

é agora que vamos contribuir para ajudar realmente os sem abrigo portugueses numa atitude nacionalista de caridade para com os nossos?

Falar que os sem abrigo português precisam, mas não os ajudarmos.... ora a isso chama-se "mediocridade" na minha opinião.

Eu considero-me medíocre porque há sem abrigo nossos nas ruas.

Não escondamos a nossa mediocridade. Se há portugueses nossos nas ruas acho que a responsabilidade é nossa, de todos nós.

Será que vamos dizer: "não queremos sírios porque já bastam cá os sem abrigo portugueses"?

Digamos antes: "nós somos medíocres e devíamos ter vergonha. Porque há sem abrigos aqui em Portugal, na minha terra... eu posso ajuda-los. Já contribuí?"

Será que as pessoas não têm vergonha de dizer que há cá pessoas sem abrigo, sem emprego, quando nós temos nas nossas mãos a oportunidade de mudar um pouco a vida do próximo para melhor? A culpa é dos outros?

Mas não nos devíamos sentir envergonhados porque nós não os tirámos da rua? Porque nós não contribuímos para arranjar mais empregos, mais economia para eles? Os medíocres somos todos nós quando não nos ajudamos uns aos outros. Ao invés disso não fiquemos aí a dizer o que está mal. Temos mãos, cabeça, pés (alguns mais , outros em menores condições).

Dizer ainda que já damos impostos. Ora isso não é "dar". Isso é descontar porque se é obrigado a pagar impostos. Não é dar. O problema é a nossa arrogancia e não habituarmo-nos a dar. Eu hipócrita, eu arrogante, eu avarento.
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De Miss F a 14.09.2015 às 22:27

Eu fico espantada de ainda existirem sem-abrigo e pobres em Portugal quando há, pelo menos, 17 mil pessoas que se preocupam tanto com eles (ironia, claro).

Este é o argumento mais fácil para justificar o injustificável. Concordo inteiramente com o Fernando - ainda há muita mediocridade no nosso país, todos apontam o dedo para os males mas esquecem-se que quando o fazem tem quatro dedos a apontar de volta para si.
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De Viriato a 22.09.2015 às 00:32

Olhe eu penso o seguinte: Se nao houvesse esta Uniao Europeia que
mais parece uma desuniao e provas
nao faltam os paises seriam livres de aceitar ou nao refugiados. Atencao que se tratam de refugiados muculmanos cujas ideias cujas intencoes cujas culturas nada tem a ver com as culturas ocidentais. Alguem podera
garantir que os problemss deles nao serao transportados ca pra a Europa..? A melhor frase que eu ouvi foi: Eles entre eles com culturas identicas e ideais parecidos aquilo que nao conseguiram implementar nos seus paises vem para a Europa querendo implementar ca o que la
nao funcionou.
Para alem disto ficou obvio que so
querem paises onde possam receber subsidios e nao trabalhar.
Nao me admira nada que dentro de uns 20 anos os otarios da Europa estes que fizeram esta Uniao Europeia se venham a arrepender.
Esta gente quer melhor vida. Pois sim claro, mas nao querem trabalhar. Serao os seus filhos, meus e de outros que trabalharao para eles. E isto se ficar so pelo trabalho.
Para finalizar : Nao sei se sabe ja o
Sr. Winston Churchill dizia ou melhor escrevia no seu diario :
Cuidado com essa gente de costumes diferentes dos ocidentais
com ideias esquisitas ....etc..etc..
Bem ja nao vai ser no meu tempo
mas nao me admira nada que daqui a uns 40 anos ou 50 nao tenha que aparecer um outro Hitler
para por fim a esta invasao.
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De Makiavel a 12.09.2015 às 22:29

A indigência mental dos comentários a clamarem pelos desalojados e os desempregados em Portugal faz-me lembrar a reacção que aparece documentada nos filmes dos sem-abrigo a defenderem o seu cantinho quando aparece outro sem abrigo.
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De Bela a 12.09.2015 às 23:00

Já fui refugiada. Sei bem o que fugir de uma guerra e o que é passar necessidades.
Curiosamente fui, aliás - mais os milhares que estiveram comigo - fomos melhor acolhidos no estrangeiro que no meu país de origem.

Nada tenho contra o acolher os refugiados, desde que sejam pessoas que venham de boa fé. Não concordo é aceitarem-nos sem registo e ficando devidamente registados, tenham tudo de mão beijada.

Assim como não aceito que haja pessoas aqui refugiadas à anos sem se preocuparem em aprender a nossa língua, servindo isso como desculpa para não conseguirem arranjar trabalho. apesar da pouca vontade de se integrarem e procurar o próprio sustento, ainda tem a 'esperteza' de por vezes, se dizerem vítimas de racismo, xenofobia, etc., etc.

Não é por acaso que todos têm vontade de vir para a Europa e querem à força ir para os países que mais apoios dão.
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De Miss F a 14.09.2015 às 22:31

Concordo consigo, acho inadmissível as pessoas irem para outros países, não fazerem o mínimo esforço para se integrarem e ainda se considerarem vítimas! Acho a posição da Austrália de louvar - acolhem aqueles que querem ser acolhidos, aqueles que respeitam as leis e costumes. Os que acham que deve ser a Austrália a alterar leis que se ajustem à cultura deles são convidados a procurar outro país onde se sintam confortáveis.
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De Fatima Sousa a 12.09.2015 às 23:46

Muito bem, concordo.
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De Miss F a 14.09.2015 às 22:31

Obrigada
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De Andy Bloig a 13.09.2015 às 00:25

É isso que muita gente não vê. Toda a gente olha para o "coitadinhos estão a fugir da morte", quando 99% deles são migrantes que estão à procura de uma vida melhor do que tinham.
Se eles não se querem registar, não deviam poder entrar na Europa.
Se são mesmo refugiados, peçam o estatuto mal cheguem à fronteira. Demora a tratar dos papéis, sim. Podem seguir logo para o destino que pediram, com a papelada já iniciada e poderem "integrar-se".
Muitos queimaram os documentos de identificação quando chegaram à Grécia ou atiraram-nos ao mar, mal um barco se aproximou da barcaça deles. Com os documentos era mais fácil pedirem o estatuto... como também podia ser mais simples devolver quem não fosse passível dessas coisas.

Só acho giro algumas manifestações dos "pró-entrada livre de refugiados" serem contra eles terem de cumprir os preceitos legais para circularem na Europa. Ás vezes acho que estas pessoas é tudo defensor do anarquismo e acham mal existirem regras a cumprir... Acabam por dar mais razão aos que defendem o encerramento das fronteiras, do que apoiarem a ajuda aos refugiados.
Quem viaja para países fora do espaço Schengen já viu que é preciso cumprir vários procedimentos para sair do aeroporto. O mesmo se passa nas fronteiras. Se eles não querem cumprir esses procedimentos, é porque existe algo que estão a esconder. E fazer como fez a Merkel , é chamar os 10 milhões que estão espalhados por vários países, a virem para as costas europeias e invadirem a Europa sem qualquer limitação.
Também é interessante ver pessoas a criticar o muro que a Hungria está a construir mas, não saberem que existem 2 muros, muito maiores, em Melilla e Ceuta. E que foram financiados pela união europeia, em mais de 24 milhões de euros, para controlar a entrada de ilegais em território espanhol. Já lá morreram mais de 400 pessoas em 2015 e mais de 2000 partiram pernas ou braços, a saltar os muros.

São situações complicadas sim. Só que se eles não aceitam as leis europeias, não podem cá viver.
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De Fernando Saraiva a 13.09.2015 às 00:37

Por acaso esse problema que colocou fez-me refletir sobre uma solução: para evitar o descontrolo da emigração... e permitir que só os sírios venham para a Europa, será que por exemplo fazer o seguinte:

1 - contratar tradutores com linguagem falada na síria para as fronteiras
2 - quem não tiver documentos ser-lhe feito um teste escrito e um teste oral.

O tradutor faz perguntas em sírio e espera pelas respostas. Se a pessoa falar sírio então pode-se confirmar a sua nacionalidade por este método e dar uma permanencia temporária na Europa.

3 - pedir ao governo atual da síria todas as bases de dados possiveis para identificar o maior nº de sírios como forma de apoio ao povo sírio como refugiados.
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De Andy Bloig a 13.09.2015 às 00:43

Por lá todos falam o árabe.
O dialecto é que muda de região para região. A maioria deles já fala inglês.
(sendo que queriam ir para a Alemanha... depois, 5000 e tal seguiram para a Dinamarca)

Há o problema da Europa não reconhecer o governo sírio (é o Assad).

O Hollande já avançou com aquela proposta (esquisita...) de atribuirem estatuto de refugiado renovável ano a ano, até que o país de origem deixasse de ter guerra.

Há é o problema de 99% dos migrantes não entrarem pelas fronteiras fixas... É por causa disso que a Hungria está a montar o muro (foi ideia tirada aos espanhóis) para obrigar os grupos a terem de passar pelos check-points, onde têm de preencher a papelada.
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De Joao a 13.09.2015 às 13:32

Parabéns pelo excelente comentário , claro, conciso e explicativo.
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De Miss F a 14.09.2015 às 22:42

Hoje em dia há cada vez mais pessoas quase anarcas, consideram mais fácil não haver regras nem leis. Esquecem-se que a longo prazo nenhuma sociedade pode sobreviver sem regras. Concordo inteiramente, se vêm para cá têm de cumprir as nossas leis, isso é o mínimo.

Desconhecia que esses muros tinham sido financiados pela UE.. No caso da Hungria, é verdade que o muro permite controlar melhor o fluxo de pessoas, mas acho que já passa os limites quando querem prender qualquer pessoa que passe na fronteira. E há que ter presente que o actual governo húngaro é liderado por um partido conservador fortemente nacionalista.
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De zé a 13.09.2015 às 09:50

Como resposta, aconselho a leitura do comunicado do conselho das nações arabes, e das razões pelas quais não querem receber "essa gente" da siria.
Acerca de solidariedade, aconselho que se faça por cá que bem falta faz.
Por favor não misture o holocausto nisto, estes sirios ainda vivem mentalmente no sec XII, nada a ver com os judeus; para esta gente matar por sentir desrepeito ao ala é como beber um copo de agua, você como mulher deverá, se calhar, até estar agradada com o facto de para eles a mulher ser um objecto de prazer masculino para alem de uma besta de trabalho e carga.

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De Miss F a 14.09.2015 às 22:52

O meu ponto de vista é que podemos fazer solidariedade com os de cá e com os que vêm de lá, não são mutuamente exclusivas. E aqueles que mais defendem que se ajude cá se calhar nunca mexeram um dedo nem para ajudar uma velhota a atravessar a estrada quanto mais um sem-abrigo.

Está bastante equivocado zé, há uma minoria fundamentalista que mata facilmente aqueles que chama de infiéis, mas é desses que estes sírios estão a fugir. Porque para estes fundamentalistas qualquer islâmico que não reze cinco vezes por dia voltado para Meca também é infiel, acredite que não é nada contra Europeus em particular.
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De Pedro a 13.09.2015 às 13:39

Acho uma piada, dizer-se que pode ser que a mentalidade do Português em relação à solidariedade mude com entrada dos sírios, quem fala assim sabemos que não vai ajudar nada, até porque quem os vai ajudar são as instituições e associações outra gente, no que mais estão interessados não é ajudar, é explorar, porque vem para ai mão de obra barata, e alguns pseudo-empresários já esfregam as mão , porque vão ter mão de obra barata em prol da falsa solidariedade. Ouvi o negrume presidente da cáritas, a dizer que as casas que foram retiradas pelos bancos a famílias que não puderam pagar as suas mensalidades por questão desemprego, etc que a banca disponibiliza-se essas casas aos refugiados com algumas contrapartidas, eu pergunto a este ANIMAL, onde estava aquando das dificuldades dos portugueses que ficaram sem casa, sem alimentação sem dignidade, e porque não os defendeu. Temos muitos aproveitadores, exploradores, ditadores ditos democráticos . Claro que há outro interesse, os refugiados custam 10.000, e as instituições pedem 100.000 para manterem ao bolso, já conheço esta solidariedade, falsa. O problema tem que ser resolvido no terreno na síria, se não for resolvido 10 em 10 anos temos milhares de refugiados a entrar pela europa. Os americanos são responsáveis e financiam o trafico de pessoas a entrar para Europa, só assim se justifica pessoas que são perseguidas , sem nada, terem 5000 euros para pagar a travessia. A alemanha Nazi, dita solidaria, humilhou os gregos e outros países da Europa, sem poupar a dignidade dessas pessoas e agora diz-se solidaria e abre a porta, o problema é que a Alemanha vai ficar com poucos e vai distribui-los pelo o resta da Europa, mas fica com a fama de solidaria . Primeiro temos que tratar dos nossos e so depois podemos tratar dos outros. ESTA EUROPA NUNCA FOI SOLIDARIA COM OS EUROPEUS , QUANTO MAIS COM REFUGIADOS, E AGORA NUNGUEM QUER SABER DO TERRORISMO ESTADO ISLÂMICO , NAO SABEMOS QUEM VEM NESTA FORNALHAS, QUANDO UM DIA ACONTECER O QUE ACONTECEU NA FRANÇA, INGLATERRA, ESPANHA, QUERO VER OS MESMOS QUE APOIAM A ENTRADA DE REFUGIADOS A FALAR!... As pessoas consomem muita comunicação social e não têm o discernimento de pensar que a comunicação só conta o que lhes interessa, e o que convém aos governos. Infelizmente não vi ninguém a manifestar-se por milhares de Portugueses que forma embora do seu País. Hipocrisia!Arrogancia! Falsidade!
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De Miss F a 14.09.2015 às 23:03

Quanto à mão-de-obra barata: isso torna ainda mais importante que estejam devidamente registados como refugiados, evitando assim aproveitamento por parte dos patrões destas pessoas.

Concordo quando diz que o problema tem de ser resolvido na origem, mas este tipo de problemas não se resolve do dia para a noite, até que se resolva considero que devemos ajudar aqueles que estão a fugir da guerra.

"Os americanos são responsáveis e financiam o trafico de pessoas a entrar para Europa, só assim se justifica pessoas que são perseguidas , sem nada, terem 5000 euros para pagar a travessia" - não sei se já lhe ocorreu que antes da guerra atingir as proporções actuais estas pessoas tinham um trabalho como o Pedro tem e iam fazendo as suas poupanças como qualquer pessoa, face a uma situação catastrófica no seu país pegaram em todas as poupanças que tinham e fizeram à estrada para salvar a própria vida e a dos seus familiares.

O seu argumento seguinte começa com 'A Alemanha Nazi'. Tem noção que:

1 - a Alemanha Nazi acabou em 1945?
2 - Foi um período da História que a maior parte dos Alemães se envergonha?
3 - Cometeu bastantes atrocidades injustificáveis?
4 - Esta Alemanha actual em nada se compara à Alemanha de Hitler?
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De Fernando Saraiva a 14.09.2015 às 23:47

Caro Pedro. Quanto à instituição cáritas que falou atenção que isso é grave. Se houver provas disso convem prestar declarações às autoridades.

A instituição cáritas é uma instituição que provém da instituição igreja católica e que tem subsistido dos donativos particulares e da própria instituição igreja católica (já que a cáritas pertence a esta instituição). Ou seja são reguladas localmente enquanto cáritas diocesanas (da diocese).

Se houver algum crime, aliás, convém que o estado saiba (já que as instituições, em termos financeiros, devem ter determinadas regras a cumprir) e a saber, também, a própria congregação igreja católica (regulador essencial das instituições ao qual lhe pertencem).

Porque é grave haver desvarios, corrupção. E associar-se isso a qualquer instituição... é muito grave. Por isso a necessidade de seriedade quando se fala em desvarios em relação a determinada instituição.
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De Viriato a 22.09.2015 às 00:58

Portugal sempre foi pequenino em tudo. Ja fomos grandes mas esse tempo ja la foi. Por vezes vejo ser um pais pobre armado em rico.
Agora temos os nossos governantes
Solidarios com os refugiados mas nunca os vi solidarios com aqueles que perderam as casas e ate pagaram uma grande parte ao banco fruto do seu trabalho.
De repente vai o nosso governo dar
Casa, subsidios , etc...a esta gente que em nada contribuiu nem vai contribuir para o crescimento deste
Portugal.
Para mim seria mais ou menos como um casal tem um filho em casa que passa fome mas de repente ainda o deixa com mais fome porque decidiu acolher um refugiado muculmano que depois de se integrar comeca a ditar o que
quer e o que nao quer porque simplesmente as suas intencoes sao outras.

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