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Direitos dos Animais -ou das Pessoas?

por Miss F, em 19.08.15

Saiu hoje uma notícia que os veterinários defendem benefícios fiscais para quem tem animais de estimação. Eu nunca tive animais, seria incapaz de tratar mal um animal mas não tenho particular gosto por eles. Posto isto não podia discordar mais desta ideia. Se há gente que tem filhos para receber abono e outras ajudas então com animais passavam a ter uma quinta em casa. Ou seja, salvaguardar o bem-estar dos animais, que está na base da ideia podia ter o efeito contrário, até porque convém não esquecer que tudo o que são benefícios fiscais é bem mais bonito na teoria do que na prática, quando percebessem que afinal o benefício não é assim tanto iam aumentar os abandonos. Sim, conheço quem trate os animais como família (e acho bem) e sei que se gasta muito dinheiro com um animal de estimação, contudo não vejo porque hão-de ter benefícios. Quem quer ter um animal tem que ter tudo em conta, se não tem capacidade financeira para sustentar o bicho fica quieto no seu canto ou vai visitá-lo ao canil todos os dias (estou a assumir que quem gosta MESMO de animais os adopta). Eu gostava de comprar livros todos os dias, mas como não posso não compro. Acho que é simples. No fundo acho que esta ideia é mais para as pessoas do que para os animais e não os ia beneficiar em nada.

 

Nota: Post editado para pôr o link da notícia.

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publicado às 23:20


4 comentários

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De Magda L Pais a 19.08.2015 às 23:59

faço a mesma pergunta que já fiz por ai. Imagina que adopto um animal saudável e que tenho condições para o ter. De repente ele fica com uma doença grave e os custos com a saúde dele aumentam exponencialmente. De acordo com o acabas de escrever, pegava nele e devolvia-o ao canil, certo?
Ou, se por exemplo, na altura da adoção ambos os membros da família trabalhassem e um deles ficasse, de repente, sem emprego? Devolvia-se também o cão ou o gato ao canil?
***
Vamos lá ver, não se pode comparar o incomparável. Animais não são coisas, não são livros. Um livro é comprado, tem o custo naquele momento e pronto. Não gastas mais. Com os animais - e estamos a falar apenas dos custos e não do resto - os custos são constantes e podem mesmo aumentar (como disse mais acima).
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De Miss F a 20.08.2015 às 01:10

Mas repara a minha opinião vai no sentido de quem tem animais por gosto vai sempre ter, vai sempre fazer o esforço financeiro independentemente das dificuldades porque tem gosto em ter. Ao serem criados os tais benefícios pode ser um empurrão para muitas pessoas que só querem porque é giro ter um cão decidam tê-lo porque é mais 'fácil'. Sempre houve e sempre vão haver abandonos (principalmente nesta altura do ano), mas acho que medidas como esta podem levar a que no futuro os abandonos sejam em maior número. Mas como em tudo, são opiniões.

Longe de mim comparar animais com livros, a intenção é mesmo dizer que nem sempre podemos ter tudo o que queremos. Aliás, eu quando era pequena quis muito um gato e a minha mãe explicou-me exactamente isto, os custos com animais são sempre imprevisíveis e nós não nos podíamos dar ao luxo de ter uma despesa imprevisível.
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De Rui a 04.09.2015 às 00:22

Boa noite,
Acho totalmente errada esta sua opinião.
Começando no Geral, acho que os autores de Blogs só deviam escrever sobre assuntos cuja opinião seria imparcial, caso contrario irá sempre defender a sua causa.
Neste caso, você não gosta particularmente de animais, seja de 4 patas, tenha ou não carapaça, seja com pelo ou penas. Não gosta e ponto.

Um cão de raça grande consome certa de 400 a 600 gramas de ração ao dia, sendo que o preço desta oscila entre os 3 e os 5€ por kilo.
O que se traduz num gasto mensal na ordem dos 50 a 80€.

Em termos de veterinários, serão 3 visitas anuais, em casos normais, a partir do ano de idade.
Pois até aos 12 meses, um cão fica só em veterinário, perto dos 200€.
Sendo que depois o valor baixa para os 120€/ano, a partir do ano de idade.

Falando do que sei, há inúmeras raças portuguesas que estão em perigo de extinção, talvez já ouviu falar com são de Fila da Terceira. Exemplares que se contam pelos dedos.
Números de cães da Serra da estrela, estão em mínimos históricos. Certamente que a culpa é o abandono da atividade pastorícia. E como este há N outros casos.

Sabia que na Polonia a ração de animais paga IVA a taxa reduzida?
Sabia que rações para cavalos, vacas, ovelhas, cabras, pagam em Portugal IVA a taxa reduzida?

Aqui, neste manifesto a principal medida é baixar o IVA das rações de animais de companhia e poder deduzir um X% com um teto máximo de despesas com veterinário.
Atualmente já se pode reduzir uns tantos euros com despesas gerais, desde compras, a eletrodomésticos, e certamente contas de veterinário.

Por fim, ao invés de pensar dessa maneira arcaica, típica do português excluído, sim porque vocês só está danada com este assunto porque não poderá ser ''beneficiada'' já que não tem animal consigo, nem use desculpas do canil municipal, porque aí os animais duram 30 dias antes da injeção letal, ou é daquelas pessoas que pensa que os animais vivem dentro do canil municipal?

Tome 2 dedos de testa e informe-se antes de escrever sobre um assunto que não domina.
E não se esqueça que há um mundo fora desses livros de lê e garanto-lhe que não é como você lê nessas páginas, tanto para animais de 2 ou 4 patas.

Resto de boa noite.
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De Miss F a 04.09.2015 às 14:46

Olá Rui, antes de mais agradeço o comentário e a sua visita ao meu blog.

Em primeiro lugar está a confundir blog com jornal. Nos jornais há o dever da imparcialidade, um blog é aquilo que cada um quer que seja. Neste caso o blog é meu logo reflecte a minha opinião sobre os assuntos que eu entender, sempre de forma subjectiva, e se eu quiser defender uma causa arrogo-me esse direito.

Em segundo lugar eu digo que não gosto particularmente de animais e certamente não me verá num canil a tratar deles, mas gosto o suficiente para ainda este ano me ter deslocado ao Lx CRAS para entregar um andorinhao que estava ferido. Por isso não se precipite nem diga que 'não gosto e ponto', não os amo de paixão mas seria incapaz de os maltratar e lido perfeitamente bem com os cães e gatos dos meus amigos.

Se há raças que estão em extinção criem-se apoios específicos para os criadores dessas raças e para quem tem animais dessas raças de forma a serem preservadas. Mas aí já estamos a falar de coisas diferentes, estamos a falar de protecção de animais que se encontram numa situação fragilizada.

Desconhecia esses factos que apresenta, mas isso em nada altera a minha opinião. E tenho tanto direito a ela como o Rui à sua. Eu não estou danada com nada, limitei-me a dar a minha opinião, no meu blog, justificando com a crença de que esta mudança não ia salvaguardar os animais, dando o exemplo que conheço casos de pessoas que têm filhos para ter benefícios financeiros e fiscais, logo preocupa-me que este tipo de situação venha a piorar os abandonos. Porque se um filho é mais difícil de abandonar, todos sabemos infelizmente que o mesmo não se passa com animais. Também não tenho filhos nem pretendo ter e concordo inteiramente com os benefícios que há para as crianças e pais, por isso arcaico é o Rui que entra num rol de críticas sem me conhecer minimamente para as poder tecer.

Eu sei zero sobre canis e o seu funcionamento, mas acredito que quem gosta de animais e não tem possibilidade de os ter faça voluntariado em canis (tenho amigos que mesmo com cães em casa o fazem), esteja lá o cão A, B ou C. Ou só se gosta de um cão em particular? O Rui só vai ao canil quando está lá um cão que gosta?

Tem todo o direito de discordar, já não tem é o direito de dizer que a minha opinião está errada - todos temos opiniões diferentes. E tem ainda menos direito de ser paternalista e criticar-me com base no meu gosto por livros. Sabe que pelo menos quem lê muito aprende a ter a capacidade de aceitar visões e opiniões diferentes sobre o mundo, coisa que para si parece difícil. Adianto mais - tirando romances leio bastantes livros de História, daí que se calhar até saiba bastante sobre como o mundo funciona e como a ganância do Homem pode ser prejudicial para os animais.

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