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Gillian Flynn - Review

por Miss F, em 23.09.15

Quando comcei a escrever esta review era suposto ser sobre o Sharp Objects, mas reparei que a única crítica que fiz ao trabalho de Gillian Flynn foi através do filme que saiu no ano passado. Desde então já tive oportunidade de ler a obra completa (são só três livros, mas assim soa melhor) e achei que tinha mais interesse fazer um post abrangente.

 

Sharp Objectsé o primeiro livro da autora mas foi o último que li e por isso está mais fresco na memória, li nas férias de Julho Lugares Escuros e Em Parte Incerta li algures entre Junho e Julho (em altura incerta**). O que mais gostei foi o Em Parte Incerta, acho que de todos é o que melhor explora a dimensão psicológica do ser humano. Todos os livros têm pontos comuns - as personagens principais são sempre mulheres, têm uma carga psicológica e emocional forte, e são muito dark. Há sempre uma relação difícil/inexistente das personagens com as mães, um facto que achei curioso. A escrita da autora é extraordinária (mais uma vez, atinge o seu expoente máximo Em Parte Incerta), muito fluida e sem grandes floreados desnecessários. Nos momentos mais altos torna-se cortante, mas sempre com um bom ritmo, de tal modo agradável que o último que li demorei apenas dois dias. São livros com histórias muito bem pensadas, completamente imprevisíveis. Mas quando digo completamente é ao estilo Agatha Christie, praticamente impossível chegar lá. No Sharp Objects pensei que tinha conseguido desvendar o mistério logo bem cedo (e até estava um pouco desiludida) mas depois, naturalmente, não adivinhei. Gosto disto nos livros, gosto que sejam um desafio para os leitores. Sim, sabe bem descobrir o final antes (como neste) mas sabe ainda melhor ser surpreendido.

 

Se nunca leram nada de Gillian Flynn sugiro que comecem pelo Em Parte Incerta, aposto que vão querer ler mais. Se não tiverem paciência para ler vejam os filmes, um teve nomeação para Oscar (quem é que adivinhou que ia ter, quem foi? Euzinha própria) e o outro conta com a Charlize Theron. 

 

Pontuações dos livros:

 

Sharp Objects 

Em Parte Incerta 

Lugares Escuros 

 

*Aviso à navegação: quando faço críticas de livros ponho os títulos consoante a língua em que li, daí que o Sharp Objects seja o único que, neste post, está em inglês.

**Sofro do problema de achar que tenho piada. Vá, riam-se lá que agora até tive.

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publicado às 10:00


6 comentários

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De Descontos a 23.09.2015 às 10:41

Também li recentemente Em Parte Incerta e Lugares Escuros.
Fiquei fã da escrita da Gillian Flynn. As personagens são absolutamente fantásticas.
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De Miss F a 23.09.2015 às 19:00

A escrita é mesmo muito boa e acho que ela tem uma capacidade acima da média para construir personagens, sempre muito complexas mas mantendo o realismo!
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De Tea a 23.09.2015 às 22:11

Já ando há uma vida para ler "Em parte incerta". Acho que ia gostar.:)
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De Miss F a 23.09.2015 às 22:20

Vale mesmo a pena! Mas por favor, não cometas o mesmo erro que eu, lê antes do filme. Também andei séculos para ler e acabei por ver primeiro o filme. Arrependi-me.
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De Fátima Bento a 24.09.2015 às 13:12

Posso fazer uma correção? "Em parte Incerta", o filme, não foi nomeado para o Óscar, para grande desgosto da minha parte, que adorei o trabalho: só Rosamund Pike foi nomeada para melhor atriz.
Quanto a teres reparado na ausência de relação das personagens principais com as mães, achei curioso, e pensei no assunto. Sabes, não é bem assim: a Amy tem uma relação bastante disfuncional com os pais (ou, melhor, o contrário), e Libby (Lugares Escuros) remonta-se várias vezes ao longo do livro às recordações que tem da mãe - pelo menos é assim que o vejo.
Em 'Objetos cortantes", acredito que tenhas razão, apesar de ter sido o úlimo dela que li, não me recordo com tanto pormenor, a escrita ainda está em fase 'em bruto', tendo GF limado as arestas para o segundo livro, que para mim é o mais marcante. E por isso achei o filme a roçar o medíocre, não fazendo jus à obra escrita, apesar de mais uma vez a autora ser co-autora do argumento.
Adoro Gillian Flynn, das escritoras desta nova geração, é a minha favorita, no que toca a thriller psicológico.
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De Miss F a 24.09.2015 às 13:29

Olá Fátima! Se leres o post sobre o filme digo lá que a Rosamund merecia a nomeação, daí ter dito que o filme teve uma nomeação - entenda-se um dos actores do filme.

Quanto à relação com as mães digo difícil/inexistente. A da Amy é difícil, a da Libby morreu por isso ela só tem memórias (e memórias de muito pequenina) e a Camille só volta a casa porque lhe pedem no jornal que vá investigar o desaparecimento da miúda, tinha cortado relações com a mãe.

Sim concordo, das novas escritoras deste género é a minha preferida, é a que melhor escreve e a que cria enredos mais complexos e interessantes.

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