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Uma questão de terminologia

por Miss F, em 21.08.15

No fundo os refugiados são migrantes, na medida em que saem de um sítio para irem para outro. Mas vão para outro sítio em busca de refúgio, logo o drama na Europa é de refugiados e não de migrantes.

 

Este é um tema que tenho acompanhado de perto, desde que os refugiados iam até Lampedusa. Na altura outros países da Europa achavam que a Itália tinha de reforçar as fronteiras mas poucos se mostraram disponíveis para ajudar a Itália - porque o problema era deles. Aquilo que já se previa era que os refugiados não se iam ficar pela Itália e agora temos em Calais o resultado da União Europeia em geral (e certos países em particular) ter ignorado por completo este problema. Agora o Sr. Cameron (e eu até simpatizo com o senhor) já acha que se deve fazer alguma coisa. Já era tempo dos países da União Europeia perceberam que a União Europeia não são os outros, somos todos nós e devíamos cada vez mais pensar em conjunto. Porque é mais o que nos une do que aquilo que nos separa.

Na minha perspectiva devíamos começar por chamar as coisas pelos nomes - refugiados e não migrantes-, reforçar as fronteiras nas zonas mais problemática (Grécia e Itália) e tentar que os países da União recebam condignamente os refugiados, na medida das suas capacidades, mantendo a solidariedade para com estes povos e não esquecendo que a Europa nem há cem anos também viveu uma guerra. Mas isto só pode ser feito de forma conjunta.

“We are only as strong as we are united, as weak as we are divided.”

 

Nota: Quem souber de quem é esta citação ganha um prémio.

Vá, ganha uma menção honrosa neste meu canto, também já não é mau. 

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publicado às 16:42


29 comentários

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De -B a 03.09.2015 às 10:44

Tenho a certeza que li num livro mas não arrisco qual.
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De Miss F a 03.09.2015 às 19:38

Certo, foi num livro - foi o Dumbledore no Harry Potter!
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De oBomIdiota a 03.09.2015 às 10:54

Opa, originalmente não sei, mas sei que o Spartacus na série que passava na FOX, disse isso num episódio quando o Crixus queria abandonar a "causa"
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De Miss F a 03.09.2015 às 19:39

É possível que haja muitas variações desta frase, umas mais antigas e outras mais recentes, mas esta formulada desta forma fui mesmo buscá-la ao Dumbledore!
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De Miss F a 03.09.2015 às 19:35

Oh Magda esperava mais de ti. Mas dou o desconto porque sei que só leste em Português
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De Magda L Pais a 04.09.2015 às 08:55

ahahahahaahahahahah não percebeste :D a frase, como dizes, é do Harry Potter, é verdade. Mas essa frase é uma versão da que te dei agora :D quando perguntaste de quem era a citação pensei que querias a original (together we stand, united we fall)
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:22

Ahhh assim já compreendo Mas não, queria mesmo que os Potterheads se chegassem à frente! ahah
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:28

Vi sim, mas como vi no telemóvel não comentei - vou lá agora dar um ar de minha graça!
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De Magda L Pais a 04.09.2015 às 15:31

ahahahahahah eu bem que achei que faltavas lá. Admirei-me de não teres lido :p
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:47

Tudo o que mete HP ao barulho, eu estou na área!!
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De Sam a 03.09.2015 às 18:39

Olá!! Você já ouviu falar sobre o site TSU (alternativa ao Facebook que paga ao utilizador)? Segue o convite: https://www.tsu.co/Samgom
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De lino a 03.09.2015 às 18:56

Exactamente como está escrita creio que foi a J. K. Rowling quem a pôs na boca de Dumbledore, no Cálice de Fogo Goblert of Fire ).
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De Miss F a 03.09.2015 às 19:37

Vou já tratar da menção honrosa Com tudo o que há para gostar no Harry Potter uma das coisas que mais gosto são as frases do Dumbledore!
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De Paulo Lisboa a 03.09.2015 às 22:17

Subscrevo todo o seu texto à excepção do seguinte, passo a cita-lo:
«No fundo os refugiados são migrantes, na medida em que saem de um sítio para irem para outro. Mas vão para outro sítio em busca de refúgio, logo o drama na Europa é de refugiados e não de migrantes».

Não concordo que esta vaga de migrante se possa definir como de refugiados, que por definição é alguém que migra de um lugar inseguro, para um lugar seguro. Tirando os casos da Síria, do Iraque e da Líbia, que estão todos em guerra civil, os migrantes de outras nacionalidades não se podem definir como refugiados. Sabemos que seguramente mais de 70% destes migrantes são de outras nacionalidades que não as dos 3 países atrás referidos. Daí discordar da sua definição de refugiados para todos os migrantes.
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De Miss F a 03.09.2015 às 23:00

Acho que o problema é que temos duas crises em simultâneo, refugiados E migrantes, tornando-se difícil estabelecer quem é quem. Opto por chamar crise de refugiados por razões humanitárias e de impacto. Se a comunicação social fala em migrantes em massa a reacção das pessoas é mais antagónica, falando em refugiados acaba por haver mais solidariedade para com essas pessoas. Além do mais, o que começou como refugiados foi aproveitado por migrantes. Para ser honesta ainda não vi dados estatísticos concretos que mostrem as nacionalidades, são tantas pessoas a chegar, o controlo é tão escasso que acho difícil chegarmos a números.

Compreendo em todo o caso a opinião do Paulo e agradeço o comentário
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De Paulo Lisboa a 04.09.2015 às 00:11

Não é assim tão difícil. Num barco que vinha da Líbia e chegou à Sicília recentemente, havia de tudo: líbios, marroquinos, senegaleses, nigerianos, sírios, iraquianos, egipcícios, palestinianos, paquistaneses e até nepaleses. Ou seja, a maioria não eram refugiados, por isso prefiro o termo migrantes que é muito mais rigoroso.
Não concordo consigo quando diz: «Além do mais, o que começou como refugiados foi aproveitado por migrantes». É exactamente ao contrário. Este fluxo migratório já existe há anos, agora é que se intensificou mais. Foi esta migração que foi aproveitada por refugiados.
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:14

Nesses casos que são facilmente identificáveis acho que devia haver mais rigor e não facilitar. Mas se a escolha é salvamos todos ou não salvamos ninguém, acho que sabemos o que é mais justo. O paga o santo pelo pecador parece-me desumano.

Sim, é um fluxo migratório já antigo, mas isso sempre houve e sempre vai haver, em várias regiões do mundo. O que acho é que a crise em si, com os contornos actuais, só se deu quando começou o movimento mais intenso de refugiados. E claro, a partir do momento em que se percebe que a Europa está disponível para receber refugiados o movimento de migrantes também se intensifica, tentando aproveitar a solidariedade.
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De Anónimo a 03.09.2015 às 22:22

A frase é de J.K.Rowling
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De NoName a 04.09.2015 às 01:20

Simpatizar com quem acha que se tratam de baratas a entrar na Europa...
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:19

Há pontos em que concordo com o Cameron. Não no que diz respeito a esta crise, mas ele não tem opiniões só sobre esta crise. E sim, é possível simpatizar com pessoas que têm opiniões diferentes da nossa - o meu namorado tem uma opinião completamente contrária à minha nesta matéria e não deixo de gostar dele.
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De merenwen a 04.09.2015 às 09:07

Achava que era uma frase do Winston Churchill mas a dele é diferente ( United we stand, divided we fall).
Devo dizer que nao concordo que este seja um problema europeu. Penso ser, antes de mais nada, uma questao geopolitica, que deve acima de tudo encontrar solucao na estabilizacao dos países de origem. A Europa nao tem espaco, empregos, casas, subsidios, para esta gente toda. E acima de tudo sao duas culturas muito díspares. Tendo vivido em sítios onde a cultura árabe/muculmana se impos em cidades europeias, sei que sao povos que nunca se integram totalmente na comunidade em que vivem. E eu, enquanto europeia, gosto demasiado da nossa cultura, das nossas liberdades para que um dia, daqui a uns anos, isso seja posto em causa pelas pessoas que acolhemos. Acho que devemos agir sim mas a proporcionar a seguranca e estabilidade para que estas pessoas nao tenham que fugir/migrar. E países como os Emirados, Qatar, Arábia saudita têm muito mais obrigacao do que a Europa.
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De Miss F a 04.09.2015 às 15:08

Sim, há muitas variações que, no fundo, querem todas chegar à mesma ideia.

Concordo inteiramente, devia haver um esforço por criar condições nestes países para que os seus povos não tenham de fugir. Por muito que custe dizer e ouvir estas coisas a verdade é que estes países só funcionam com Khadafis e al-Assads e a tão aclamada Primavera Árabe apoiada pelos países Ocidentais gerou esta crise. Contudo, estando o ISIS tão bem instalado na Síria como é que se criam essas condições? Como é que se combate quem não tem medo de morrer? Estas alterações não são feitas do dia para a noite, levam anos, e são ainda mais difíceis nestes países. Aquilo que defendo é que, enquanto estas condições não são criadas, se receba em condições estas pessoas desesperadas. Pouco me importa que países Muçulmanos estejam pouco dispostos a receber refugiados, importa-me que nós Europeus não somos como eles - somos mais solidários.

Outro ponto que defendo é que a UE se deve unir e dizer 'Sim senhor, estamos dispostos a ajudar quem precisa de ajuda, mas temos limitações' e assim "forçar" países como EUA, Austrália e Canadá a receberem refugiados - se se mostram disponíveis para participar em guerras têm de estar disponíveis para acolher as consequências. Mas como em tudo na vida - easier said than done. Isto da diplomacia tem sempre muito que se lhe diga!
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De Haja paciência!! a 07.09.2015 às 08:31

Realmente o problema principal e urgente nesta situação, é toda esta erudição!
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De Miss F a 10.09.2015 às 21:14

Para mim é importante chamar as coisas pelo nomes e, enquanto migrantes gera nas pessoas a ideia de gente que vem para cá roubar trabalhos e dar problemas, refugiados (que são a maioria) faz com que haja mais solidariedade. Acredito que chamarmos as coisas pelos nomes tem alguma influência, mas haja paciência para quem discorda e só consegue dar a sua opinião escamoteando a dos outros.

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