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The Girl in The Spider's Web - Review

por Miss F, em 17.11.15

Já vos tinha dito que tinha algumas reservas a ler este livro, essencialmente por ser (quase?) um livro não autorizado (podem ver aqui). Mas sabia que não conseguia deixar passar, e como se sabe a curiosidade matou o gato.

 

Para quem ainda não leu, têm aqui a sinopse. O livro marca o regresso da Lisbeth e do Blomkvist mas foi um regresso a meio gás. Ou sem gás nenhum. A ideia do livro está engraçada, acho que o autor conseguiu desenhar uma boa ideia e pegar em aspectos não aprofundados nos livros anteriores para criar o que até poderia ter sido uma boa história. Contudo, a execução da mesma deixa a desejar, e muito. Em primeiro lugar o livro começa focado em duas personagens que pouco nos dizem - Alona Casales e Gabriella Grane. Até meio do livro temos pouca Lisbeth e pouco Blomkvist. Erika Berger, uma personagem que gosto bastante, aparece pouco e muito diferente. O mesmo se passa com Lisbeth e Blomkvist - têm o nome mas falta-lhes a essência, ambos ficam reduzidos aos seus traços gerais. A Lisbeth parece apática e falta-lhe profundidade; o Blomkvist nem se percebe bem, inicialmente está sem vontade de continuar na Millenium, depois já está a lutar para 'salvar' a revista. Falta muita coisa para serem realmente as personagens que gosto.

 

A história centra-se na Inteligência Artificial e num miúdo autista, filho da personagem que desenvolve toda uma investigação sobre Inteligência Artificial. Penso que o objectivo seria levantar um bocadinho o debate sobre se as máquinas poderão vir a suplantar quem as criou, mas o desenrolar da coisa parece tudo muito atabalhoado. Temos também a exploração do autismo de uma forma muito superficial, embora se gere alguma simpatia para com o Augustus. Surge ainda a questão dos hackers mas explorado de uma forma... esquisita. Quis ser tanta coisa que acabou por não ser nada. Enquanto nos livros anteriores Larsson abordava sempre um tema importante (violência contra as mulheres, tráfico humano...) neste é tudo muito poucochinho e até confuso.

 

Depois temos o desenrolar da história, até meio é muito parado, sem grande sumo. Só a cerca de 100-80 páginas do final é que surge alguma acção. Há partes do livro que são boas mas, ainda assim, muito longe daquilo a que Stieg Larsson nos tinha habituado. Naturalmente esta comparação torna-se inevitável, afinal foi Lagercrantz quem assumiu o compromisso de continuar a obra. Voltando à história, passamos de um momento em que não sabemos nada para, de repente, passarmos a saber tudo. Demora demasiado tempo e depois, chega rápido de mais. Acho que realmente não foi uma prova bem superada, ficou provado que o livro só serviu mesmo para encher um pouco mais os bolsos do pai e irmão do Stieg Larsson.

Embora no Goodreads tenha 4 estrelas fui ver melhor os comentários e parece que estas pontuações foram atingidas antes do lançamento do livro, ou seja, representam expectativas altas. Da minha parte recebe uma mísera pontuação de . Os poucos aspectos que gostei neste livro não chegam sequer para as duas estrelas. Posso dizer-vos que quando estava a cerca de 15 páginas do fim (o que seria o clímax) adormeci. Promete, hein?

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publicado às 09:18

Vive La France!

por Miss F, em 16.11.15

Antes de escrever este post pensei muito. Pensei que muita gente ia escrever sobre o mesmo e que, se calhar, eu ia ser apenas mais uma. A minha vontade foi na sexta-feira escrever logo, mas antes de escrever, toldada pelo ódio e pelo choque, quis pensar bem naquilo que queria e devia dizer. De todos os assuntos que há para falar no Mundo poucos me fazem saltar mais as entranhas do que o terrorismo. Por força da licenciatura que tirei tenho estudado as questões de segurança, o que inclui naturalmente o terrorismo. Aviso desde já que este vai ser um texto longo, porque falar sobre estes assuntos nunca pode (nem deve) ser uma coisa simples.

 

Repugna-me sobremaneira atentados em solo Europeu. Repugna-me que o país que nos deu a Liberté, Fraternité, Égalité seja atacado no seu coração, pela segunda vez em menos de um ano. Se é verdade que há durante o ano muitos outros atentados, como aconteceu no Líbano ou na Nigéria, a verdade é que esses não me chocam tanto. Se sou insensível por dizer isto? Não acho que o seja. Acho que, ao contrário de muitos, não sou hipócrita. A verdade é que há países onde a existência de atentados está na normalidade quotidiana. Se deve ser assim? Não, acho que todos merecem ter paz. Mas não sou ingénua, sei que há locais onde é difícil existir paz. Nestas alturas aparecem sempre os arautos da solidariedade, criticando quem escreve Je suis Charlie e quem coloca as cores de França no Facebook, querendo situar-se moralmente acima dos restantes, só porque também se preocupam com outros locais do mundo. Meus amigos, não sejam hipócritas. Cá dentro, no âmago do nosso ser, todos sabemos que este ataque a Paris (tal como ao Charlie Hebdo no início do ano) nos causa maior desconforto e mais medo do que vinte ataques no Médio Oriente ou em África. A mim, como portuguesa e europeia, causa-me maior transtorno emocional um ataque na Europa. Hoje, admito-o, saí à rua com medo. Qualquer barulho ou qualquer reacção mais fora do normal fez com que me sobressaltasse. É uma reacção irracional de quem sente o seu modo de vida a ser atacado. Desenganem-se se pensam que este ataque visa apenas Paris e França, este é um ataque ao modo de vida Ocidental. Não terá sido à toa que atacaram uma sala de espectáculos, restaurantes e bares. O objectivo é condicionarem a nossa liberdade - libertinagem para os terroristas - atacando aquilo que prezamos.

 

Depois temos a questão religiosa. Associamos as demonstrações de terrorismo na actualidade ao Islamismo, mas a acção deste grupo nada tem a ver com o Islão. Estamos a falar de um grupo terrorista que instrumentaliza a religião para legitimar a sua acção. A jihad que tanto apregoam nada tem a ver com aquilo que é a verdadeira jihad. A jihad é uma luta interior, uma guerra que os crentes travam consigo próprios para se tornarem melhores. Depois, há a outra jihad que tem como objectivo converter as pessoas ao Islão. E isto, meus amigos, não tem nada de violento. Quantos de nós nunca foram abordados por Testemunhas de Jeová, pela Igreja Universal do Reino de Deus e até mesmo por Católicos? É isto que significa a Jihad. Os ataques que o ISIS (e antes deles a al-Qaeda) faz nada têm de Jihad, é violência pura e dura que tem como único objectivo aterrorizar as pessoas. Se realmente fossem crentes no Islão saberiam que o Alcorão diz que ninguém tem o direito de tirar a vida a outra pessoa. 

Estes atentados têm outro objectivo perverso, que consiste em virar o Ocidente contra todos os muçulmanos, mesmo os moderados e os refugiados que fogem dos ataques do ISIS. Com estes ataques o ISIS consegue gerar o ódio e o desprezo pelos muçulmanos, fazendo com que pareça que realmente existe uma guerra de civilizações. Não se esqueçam, por muito ódio que este tipo de ataques possa fazer crescer dentro de nós, que os refugiados estão a fugir daquilo que aconteceu em Paris, nada mais do que isso. Odeiem os terroristas, não odeiem os que fogem deles.

 

Por último, e porque o texto já vai longo, é importante que todos percebam que estamos em guerra. Não uma guerra contra outra religião, mas uma guerra contra a violência e contra o terrorismo. Paris foi uma batalha que perdemos, foi um golpe na nossa liberdade e no nosso modo de vida, mas devemos sempre ter presente que o terrorismo é uma cobra de três cabeças, sempre que cortamos uma nasce outra mais forte que a anterior. É uma guerra que vai demorar, vamos por vezes sentir que estamos a perdê-la e que não há solução. Mas a solução passa por sermos solidários, por sermos livres e por, mais do que perder o medo, enfrentá-lo. Mostrar aos terroristas que vamos sempre continuar a lutar pelos nossos ideais de Liberté, Fraternité, Égalité. Porque não sabemos ser de outra maneira.

 

Hoje, mais do que nunca, Vive La France! Vive La République!

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publicado às 15:37

Fico escandalizada

por Miss F, em 12.11.15

Decidi que não posso ver mais o Scandal (nada de spoilers que ainda me faltam dois episódios para acabar a quarta temporada, tento na língua). Eu não gosto propriamente da Olivia, mas adoro as roupas e o estilo dela. E as malas. Senhores, calma nas Pradas que uma pessoa gosta e depois, em sendo pobre, não pode comprar. Depois uma pessoa acorda a pensa Hoje vou-me vestir à la Olivia Pope mas quando olha para o armário percebe que afinal não vai dar e fica triste.

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publicado às 17:59

His name is Bond. James Bond.

por Miss F, em 12.11.15

E está bom como tudo. Antes de uma crítica ao filme em si tenho de desabafar convosco, o Daniel Craig neste filme está de arrancar cabelos meninas! Vocês corram aos cinemas e vejam-me este pedaço de homem! Primeiro ainda achei que era só eu e, quando soube que uma amiga já tinha ido ver o filme, perguntei-lhe Sou eu que estou com as hormonas aos saltos ou o Craig está particularmente sexy neste Bond?? ao que ela respondei Estaremos ambas então.... Está maravilhoso. Hoje estive com outra amiga que diz o mesmo. Posto isto avancemos para a parte séria da coisa.

 

Bom, o filme está cerregadinho de clichés do Bond. Mas, se assim não fosse deixava de ser o Bond. Uma das coisas que mais gostei foi do facto de pegar nos três anteriores (Casino Royale, Quantum of Solace e Skyfall) e levar a história um passinho à frente, há uma relação vincada com os vilões anteriores, volta-se a falar da Vesper Lynd, uma personagem que é das minhas favoritas de sempre do 007, e também na saudosa M. Normalmente sou muito saudosista e resistente à mudança em filmes/livros que gosto, mas no Bond tenho gostado das novas personagens. O novo Q é muito engraçado, gosto imenso da Moneypenny e o Ralph Fiennes está muito bem como o novo M.

No capítulo das senhoras, gostei muito da Léa Seydoux como Bond Girl, acho que tem o equilíbrio perfeito entre inocência/pureza e badass. A cena da Monica Bellucci é das mais fraquinhas do filme, acho que não a souberam aproveitar bem. Isto porque as cenas são quase dispensáveis, podiam ter enquadrado a coisa de outra forma. Contudo, a senhora é, e arrisco-me a dizer que será sempre, um mulherão. 

Por fim, o mais importante de tudo, sem o qual o filme não tem razão de ser - o vilão. Christoph Waltz é conhecido por fazer bem papéis de vilão e, mais uma vez não desilude. Mas se não desilude, também não surpreende. Acho que é demasiado linear e compostinho. O vilão em si é bom, a forma como está construída a personagem é das mais interessantes. Mas depois do brilhante Silva (Javier Bardem) a fasquia estava muito alta.

 

 

Para terminar, nunca fui grande fan do Daniel Craig como Bond, gostei do Casino Royale mas não fiquei impressionada com a prestação dele, não gostei do Quantum of Solace, e só no Skyfall é que gostei dele como Bond. Mas volto a referir - o Craig neste está um pedaço de mau caminho. Até a forma como ele ajeita a manga do casaco é sexy. 

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publicado às 10:30

Odeio pessoas #6

por Miss F, em 11.11.15

que vão a ouvir música nos transportes públicos. E não me refiro a quem usa os fones e vai, sossegado, na sua vidinha. Nãaaao, refiro-me àquelas pessoas que acham que têm um gosto musical acima da média e, por isso, brindam-nos logo pela manhã com as últimas novidades kizombo-techno-pimba (sem desprimor pela categoria musical). Eu ando para adoptar um conselho que li algures que consiste em ter uma música de black metal norueguês no telemóvel de forma a que, quando alguém achar que eu mereço o novo hit da moda, eu mostrar-lhe que há mais música que merece atenção. Sempre com o volume no máximo.

 

Um dia hei-de ter coragem de fazer isto.

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publicado às 19:00

No meu útero mando eu

por Miss F, em 10.11.15

Eu acho que já falei disto por aqui, mas esta semana tive uma discussão (saudável) com um colega e, mais uma vez, confirmo que as pessoas têm dois problemas fundamentais. O primeiro é que não respeitam que as pessoas pensem de forma diferente, nem é discordar, sou da opinião que concordar em discordar é muitas vezes o melhor entendimento, é simplesmente recusar que uma pessoa possa ter uma opinião diferente sobre um assunto. O outro problema, que acaba por derivar deste, é não entenderem que as mulheres não são todas iguais nem pensam todas da mesma forma.

 

A questão era casar e ter filhos. Eu disse que não queria casar nem ter filhos. Como já devem ter percebido tenho uma relação duradoura com a pessoa com quem quero construir uma vida. Mas essa vida não tem de incluir casar e ter filhos. A minha opinião sobre o casamento é muito controversa (pelo menos no meu círculo de amigos), eu acho que quanto maior e mais exuberante é a festa, menor é a duração do casamento; gasta-se um dinheirão, por mais low-cost que seja, que dava perfeitamente para fazer uma ou duas viagens; e, por fim, os noivos têm mais preocupações do que proveito. Quanto a filhos remeto-vos para aqui e ficam logo a par da situação. Face a esta minha opinião a conversa desenrolou-se mais ou menos assim:

 

Colega - Mas não podes pensar assim!

Eu - Ai não? Qual é a lei que diz que não posso?

Colega - Oh as pessoas mudam de opinião. Há quanto tempo tens essa opinião?

Eu - Desde que me lembro que sempre disse que não queria casar nem ter filhos, devia ter uns sete anos quando comecei a dizer isto pela primeira vez.

Colega - Ah mas ainda mudas de opinião.

Eu - Repara, desde pequena que sempre ouvi que quando tivesse um namorado a sério ia mudar de opinião. Tenho um namorado a sério, há muito tempo, e continuo a ter a mesma opinião.

 

Eu já perdi a conta à quantidade de pessoas que tentaram fazer-me mudar de opinião (e não conseguiram). Sempre que estas conversas surgem eu até evito dizer logo o que acho, mas esse momento chega sempre. O mais engraçado é que são maioritariamente os homens que se insurgem contra esta minha forma de pensar, as mulheres entendem que somos todas diferentes. E, naturalmente, perguntam sempre o que o moço acha, porque de certeza que ele quer ter filhos. A minha resposta é sempre a mesma - acham que numa relação de sete anos nunca falamos sobre isto? Nem chegamos a um entendimento? E, em tom de brincadeira, digo sempre que se ele quer ter filhos, arranje outro útero, este é meu e eu é que mando nele.

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publicado às 18:33

A minha primeira entrevista

por Miss F, em 10.11.15

A Magda convidou e eu aceitei. Não gosto particularmente de falar sobre mim, mas adoro responder a perguntas. Sou uma daquelas pessoas que gosta de fazer exames (sim, eu não sou normal). Por isso ide  ver o que eu disse!

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publicado às 18:30

Estava aqui a pensar...

por Miss F, em 09.11.15

Se as greves e manifestações são apoiadas quase sempre (não digo sempre porque não me apetece ir procurar dados estatísticos, mas desde que me lembro que assim é) pelo PCP, se sempre tivermos um Governo de Esquerda será que é desta que estas coisas acabam? Ou o PCP vai manifestar-se contra si próprio? Falo por mim, dava jeito as greves nos transportes acabarem.

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publicado às 18:31

Desde 2014 que andava para ler este livro, uma colega de trabalho recomendou dizendo Gostei tanto, é tão imprevisível e tão bom que quando acabei voltei ao início. Mas fui lendo isto e aquilo e fui adiando este. Até que a Maria postou uma frase que me convenceu, depois a Magda disse que ia ler este e combinamos fazer uma leitura conjunta. Por fim, a Azulmar juntou-se à festa e assim iniciámos esta aventura.

 

A sinopse é bastante simples e até pode parecer mais um daqueles livros de investigação. Tanto assim é que apesar da recomendação e das críticas a sinopse não me fazia ter vontade de o ler. Mas acreditem que neste caso a sinopse não faz jus ao livro. É dos melhores livros que li este ano e, a nível de policial/investigação/mistério/thriller, mudou a forma como olho para este tipo de livros. O final é tão impossível de adivinhar, vai tendo tantas reviravoltas que chega a uma altura que ficamos confusos. E não é só no mistério inicial do desaparecimento da Nola, cada nova descoberta traz consigo mais mistério e mais confusão. Mas, se em alguns livros o final é tão rebuscado que nem faz sentido, neste faz todo o sentido, não é só imprevisível porque sim, não há uma tentativa de um final à 'três pancadas' só para surpreender.

 

A escrita é acessível sem ser simples, mas também não é pretensiosa. O ritmo do livro é impressionante, é um verdadeiro turn pages que não apetece largar nunca. Cheguei a dizer à Magda e à Azulmar que quando estava ocupada com coisas que tinha mesmo de fazer mas eram pouco interessantes estava sempre a pensar que podia estar a ler, quase contava as horas até poder retomar a leitura, ficava o dia todo com o Quebert na cabeça. É daqueles livros que por muito que escreva só conseguem perceber lendo.

 

Quanto às personagens nunca me senti tão enganada, defraudada, surpreendida, zangada e irritada como neste livro. Cada uma delas é um poço de surpresas, passei de odiar umas para sentir compaixão uns capítulos à frente, outras passei da admiração à incredulidade.. Enfim, este livro foi uma verdadeira montanha-russa de emoções! Acho que o livro ganha muito com estas variações, há uma expressão que gosto muito - as pessoas não mudam, revelam-se -, e neste livro isso vai acontecendo como na vida real, consoante vamos sabendo mais detalhes sobre as personagens a nossa opinião vai mudando. Quem, na vida, nunca ficou desiludido com um amigo ou surpreendida pela positiva com outro? 

 

Um dos aspectos que mais gostei neste livro é o facto de falar muito sobre livros e escrita, como adoro ler e escrever estes temas conquistam o meu coração! Para mim um livro é bom quando tem muitas frases que eu leio e penso 'Caramba, quem me dera ter escrito isto'. Uma das melhores e das minhas preferidas a Magda já partilhou, mas deixo-vos com outra que também gostei bastante:

 

Life is a long drop down, Marcus. The most important thing is knowing how to fall.

 

Resta-me ainda dizer que, embora possa parecer pretensioso da parte do autor, a verdade é que o próprio tem noção que escreveu um excelente livro e não tem medo de o assumir. E isso vê-se no Epílogo, ele tem noção do efeito que o livro tem nas pessoas. E se a humildade é uma virtude, reconhecer que se fez um bom trabalho também pode ser difícil.

 

Pontuação: Desde que comecei este sistema este foi o livro que mais fiquei na dúvida entre 4  e 5 . O livro é excelente, tem um impacto brutal em nós, a história está muito bem construída e desenvolvida (e nem sempre uma boa ideia consegue ser bem desenvolvida) e por isso merece . Mas há qualquer coisa nas personagens que me faz gostar um bocadinho menos (comparando com outras personagens que já li) e pensei dar . Por isso acho que me fico pelo  e meio!

 

Magda e Azulmar foi um gosto partilhar convosco esta aventura, foi a primeira leitura conjunta que fiz e gostei muito, sofro muito quando estou a ler um livro e não tenho ninguém com quem partilhar, por isso saber que podia comentar convosco tornou a leitura melhor! Agora, vocês que me estão a ler, ide visitar estas moçoilas e vede o que elas têm a dizer!

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publicado às 10:00

Encontrei o paraíso

por Miss F, em 05.11.15

E fica aqui tão perto. É um hotel literário que tem mais livros do que quartos. Para ler aqui. E para aguçar a curiosidade deixo uma frase do proprietário.

 

Tive um cliente que me perguntou uma vez: ‘E se lhe roubarem um livro?’. Eu respondi-lhe: ‘Olhe, o pior que pode acontecer é alguém lê-lo.

 

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publicado às 22:28



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