Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Confissões de uma bibliófila

por Miss F, em 03.09.15

Tal como a Magda sou uma invejosa, e como ela copiou a M*, também vou copiá-la. A verdade é que, além de os ler, gosto muito de falar de livros, de hábitos de leitura e de palermices associadas aos livros; por isso achei que esta era uma boa oportunidade de partilhar convosco alguns pensamentos. Ora atentem:

 

1.Qual o género literário de que te manténs longe?

Terror, ficção-científica e infanto-juvenis. Mas isto não é 100% fiável, adoro o Hunger Games que tem alguma ficção-científica e adoro os Arrepios. Sou bastante open-minded quanto a géneros literários, leio de tudo um pouco (livros técnicos, livros de História, Política, policiais...) estes digamos apenas que não são a minha primeira escolha.

2. Qual é o livro da tua estante que tens vergonha de ainda não teres lido?

The Pillars of the Earth do Ken Follet. O mais parvo é que andei atrás dele versão pocket em inglês, encontrei, e está ali há mais de um ano à espera.

3. Qual é o teu pior hábito enquanto leitora?

Querer estar sempre a falar de livros com pessoas e a querer incentivá-las (vá, forçá-las) a lerem o que eu quero. Ainda me custa aceitar que certas pessoas não gostam de ler. 

4. Costumas ler a sinopse antes de ler o livro?

Quando compro um livro por norma leio a sinopse antes de me decidir a comprar, mas depois passa tanto tempo até o ler que já não releio nessa altura. Se me emprestam e dizem que é bom não leio a sinopse - caso do The Goldfinch que estou a ler agora.

5. Qual é o livro mais caro da tua estante?

Esta é difícil.. O mais valioso que tenho talvez seja uma edição antiga d' Os Miseráveis em cinco volumes, que era do pai de um amigo; esse amigo sabendo o meu apreço por livros antigos ofereceu-me a colecção. O mais caro que comprei foi Ascenção e Queda do Comunismo, o preço era 39,90€ mas comprei em promoção a 15€ (e reparo que agora é esse o preço standard). Por isso que tenha comprado não tenho memória de nada exorbitante.

6. Compras livros usados?

Sim e gosto muito. Encontram-se boas pechinchas em alfarrabistas e, por vezes, livros que é difícil encontrar em primeira mão, como é o caso do Mossad - Os Segredos da Espionagem Israelita, de Victor Ostrovsky e Claire Hoy, que vai desaparecendo e reaparecendo, normalmente online (nunca vi em loja). No site da Bertrand custa 22€, comprei por 4€. 

7. Qual é a tua livraria, loja física, preferida?

A Bertrand do Chiado, a Livraria Barata do grupo Leya na Av. de Roma e, três semanas por ano, o Parque Eduardo VII.

8. Qual é a tua livraria online preferida?

Book Depository. Gosto muito de ler em Inglês e neste site encontram-se descontos maravilhosos, portes grátis para Portugal e entrega em menos de duas semanas.

9. Tens um orçamento (mensal) para comprar livros?

Não costumo definir um orçamento, posso num mês comprar dois ou três livros, seja porque queria muito ou porque estavam com um bom desconto, e no mês seguinte não comprar nenhum. No máximo decido só a meio do mês 'Ok, acabou-se a festa, não entras em livrarias até ao final do mês'.

10. Dos livros que já leste em 2015, qual o teu top cinco de melhores leituras?

Embora haja outros que adorei (como os do Murakami), estes gostei particularmente e podem ler a minha opinião sobre os ditos cujos:

All the Light We Cannot See de Anthony Doerr;

Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez;

Marina, de Carlos Ruíz Zafón;

The Girl on The Train de Paula Hawkins;

Intermitências da Morte de José Saramago.

Não significa que até ao final do ano esta lista não seja alterada, ainda há muito livro pela frente.

 

Como fui copiona, incentivo qualquer um a copiar. Copião que copia copião, lê cem livros para obter perdão. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:00

Paper Towns & Looking for Alaska

por Miss F, em 14.08.15

Desta vez vou fazer uma review conjunta, uma vez que os livros são do mesmo autor. O primeiro livro que li do John Green foi o The Fault in Our Stars e adorei. A Hazel Grace tornou-se das minhas personagens preferidas, a forma simples da escrita cativou-me e o tema (cancro) é-me algo próximo. Entretanto tenho lido outros livros e não tinha voltado a John Green. Como ia sair o filme Paper Towns, protagonizado pela Cara Delevingne, com quem simpatizo e sigo no Instagram, decidi ler o livro há já algumas semanas. Não gostei muito, daí que não tenha sequer perdido tempo a escrever uma review 'completa'. É uma história um bocadinho básica, sem nada de especial, e as personagens são pouco cativantes. A vantagem é que os livros dele se lêem bastante rápido, são uma leitura mais leve. Deixo aqui a sinopse.

 

Entretanto, terminado o All The Light We Cannot See e antes de embarcar no The Goldfinch (que é menino para demorar alguns dias) decidi ler o Looking for AlaskaSe não gostei do outro, porque fui ler este, perguntam vocês? Porque tem apenas 170 páginas e já o tinha no Kobo. Só mesmo por isso. Tendo lido o Paper Towns recentemente as minhas expectativas para este eram muito poucas, o que se calhar ajudou a que tivesse gostado mais. A história é mais trágica (queria eu desanuviar do drama - han han) e acho que o autor devia apostar mais neste registo. Gosto da forma como a escrita simples se interliga com assuntos não tão simples assim. Se no Paper Towns a escrita se torna básica porque a história tem pouco que se lhe diga, neste, com uma tragédia pelo meio, a escrita simples, com personagens adolescentes, é uma grande mais valia. Ou então eu só gosto mesmo é de violência e tragédia e, nesse caso, não ligues John Green. Para quem não se quiser aventurar nesta loucura que são 170 páginas (li em três noites, antes de dormir) podem sempre esperar pelo filme que está previsto para 2016.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:20

All The Light We Cannot See

por Miss F, em 07.08.15

Ontem terminei de ler este livro e foi dos que mais gostei de ler este ano. Anthony Doerr ganhou, em 2014, o Pulitzer Prize for Fiction e o Goodreads Choice Awards Best Historical Fiction com este livro e podem consultar a sinopse aqui. Resumindo (para quem não quiser ir ver) este livro passa-se durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha a história de Marie-Laure LeBlanc, uma parisiense que fica cega aos 6 anos, e Werner Pfennig, um órfão alemão cujo destino é vir a trabalhar nas minas onde perdeu o seu pai, e que se apaixona por rádios. O livro vai-se desenrolando em capítulos alternados entre as personagens, com avanços e recuos no tempo. Parte do interesse do livro reside exactamente neste aspecto, passamos de 1940 para 1944, num vai e vem que, ao mesmo tempo que revela um pouco do que vai acontecer, deixa-nos à beira da cadeira quando temos de voltar de novo atrás no tempo.

 

O que mais gostei neste livro foi a impossibilidade de compreendermos os outros. Embora seja uma coisa quase básica a verdade é que nem sempre através dos actos conseguimos perceber a personalidade dos outros. Isso é levado quase ao extremo neste livro pelos condicionalismos da guerra, costumamos dizer que as guerras trazem ao cimo o melhor e o pior de cada um, mas e se o pior não é mais do que uma acção condicionada pelo ambiente em que estamos? Sim, de boas intenções está o inferno cheio, mas e se as coisas não forem assim tão lineares? Acho que essa foi a reflexão mais importante que retirei deste livro. Não sei se é esse o objectivo do escritor mas para mim o título é uma alusão ao carácter das pessoas, há muita luz nos outros que nós não conseguimos ver.

 

Outro aspecto que gostei bastante neste livro é o clima de guerra. Escolhi a minha área de formação também por gostar de História, e a Segunda Guerra é das minhas áreas de estudos preferidas, o que faz com que leia muito sobre o tema - tanto ficção como não-ficção. Por mais livros que leia sobre o assunto, por mais documentários que veja, sempre que volto ao tema há uma afição que me incomoda, um medo terrível de um dia me ver num ambiente de guerra total, como aconteceu nesta guerra. Todas as privações, todos os condicionalismos, todo o medo que a guerra gera incomoda-me. Mas incomoda-me de uma forma que me leva a querer saber mais. Tenho a convicção que actualmente existem poucas pessoas que tenham realmente medo da guerra ou sequer percebam o quão violento realmente é. Têm aquela visão romântica dos filmes em que o Rafe volta dos mortos e depois dá uma tareia nos japoneses. Nunca vivi nenhuma guerra, é verdade, mas já vivi, através dos livros, na pele de pessoas que a viveram e não consigo descrever a aflição que sinto enquanto leio. 

 

Como o texto já vai longo termino a minha reflexão dizendo que embora seja um livro relativamente grande (cerca de 550 páginas) lê-se bastante bem porque os capítulos são pequenos e vão saltando entre personagens. Também a escrita é fácil de seguir, sem grandes floreados mas interessante. Li no Kobo e, ao nível do peso, facilitou muito!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:05

Millenium (e não me refiro ao BCP)

por Miss F, em 17.07.15

Hoje vi no blog da LER que sai no próximo dia 27 de Agosto um novo livro da saga Millenium, iniciada por Stieg Larsson, que faleceu inesperadamente (isto faz-me pensar, alguém está mesmo à espera de morrer? adiante) em 2004 e, assim, deixou apenas três livros e um rascunho do quarto. O quarto livro é da autoria de David Lagercrantz. Mas esta publicação tem gerado alguma polémica que, para quem não anda atento, vou resumir:

 

  1. Stieg Larsson morreu subitamente, aos 50 anos, em 2004.
  2. Stieg Larsson tinha uma mulher com quem vivia mas não estavam casados.
  3. Quando Stieg Larsson morreu a mulher ficou com direito a zero, nicles, batatóides do seu património.
  4. O património do falecido foi dividido entre o pai e o irmão.
  5. A mulher, no entanto, ficou com o rascunho do que seria o quarto livro e não o dá a ninguém. Diz que o seu Stieg ia ficar furioso por mexerem no que era dele.
  6. Família do falecido decide que isso não interessa nada e que, o importante, é que a história continue, porque certamente seria isso que Stieg desejaria.

 

Eu tenho mixed feelings com esta história. Por um lado, acho sinceramente que a sua mulher o devia conhecer melhor que ninguém. Falo por mim, a pessoa que melhor me conhece é o meu Moço. Acho, desde logo, uma injustiça que o pai e irmão tenham ficado com o património dele e esta história é bem capaz de me convencer a contrair matrimónio. Se eu falecer não quero que o meu extenso património (ahahahahahah) seja arrancado ao meu Moço. Isto quer-me parecer que o pai e o irmão querem ganhar uns trocos à conta do Larsson, mesmo sem o aval da "esposa". Depois temos a questão da história, é a senhora que tem o rascunho em mãos e não o partilha com ninguém, como é que o senhor Lagercrantz, o pai ou o irmão podem saber que rumo queria o autor que a história seguisse? Face a tudo isto penso que não devia haver livro coisíssima nenhuma.

 

Por outro lado.... Eu adoro as personagens. Adoro a história. Li os três livros no espaço de uma semana e pouco e, não satisfeita, ainda vi os filmes em Sueco. Depois vi a versão em inglês do David Fincher, mas não achei tão boa, é menos fiel aos livros. Por isso, não sei se consigo resistir a ler o livro. O meu eu ético e moral diz-me 'Não leias que isso não está certo', mas o meu eu fan-girl pensa 'Nunca mais é 27 de Agosto, nunca mais é 27 de Agosto.....' 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:14

Um Quarto de Século de Solidão

por Miss F, em 17.07.15

Aproveitei a última Feira do Livro de Lisboa para colmatar uma falha nas minhas leituras - Gabriel Gracía Márquez. Admito que, durante muito tempo, lia essencialmente autores anglo-americanos e portugueses, mas tenho vindo a aventurar-me por outras terras e realmente nota-se que há uma diferença grande entre autores de diferentes línguas e países. Tenho descoberto outros mundos e encontrado autores que me deixaram rendida à sua escrita, nomeadamente Murakami, Carlos Ruiz Zafón e, agora, Gabriel García Márquez. 

 

Quando quero ler um autor novo procuro ler uma das suas obras mais conceituadas, neste caso escolhi o Cem Anos de Solidão (link para a sinopse na imagem) para começar.

 

 

Quando acabei o livro a minha reacção foi 'Como cheguei aos 25 anos sem ler García Márquez?'. O livro é bom, muito bom, a escrita é deliciosa, a história não tem nada de extraordinário, mas tudo se desenrola de uma forma tão natural e as personagens são tão interessantes que não dá para evitar ficar rendida à história dos Buendía. O livro tem como uma das personagens principais Úrsula, uma mulher forte e determinada, e este tipo de personagens femininas criam em mim um carinho especial. Gosto de mulheres fortes, com pêlo na venta. 

O livro é, por vezes, confuso uma vez que os filhos dão o nome dos avós aos netos, numa sucessão interminável, e acabamos por conhecer vários Josés Arcádios e vários Aurelianos, duas Amarantas e duas Remédios, logo, quando paramos a leitura e a reiniciamos temos de fazer ali uma pausa mental para saber em que geração estamos. A propósito de nomes este tem, para mim, o melhor nome que já vi e, infelizmente, só aparece uma vez: Tranquilina Maria Miniata Alacoque Buendía. Nomes destes fazem-me sempre soltar uma gargalhada (sim, sou de riso fácil). O livro tem poucos diálogos e poucos parágrafos o que, para uns pode ser maçador, mas dá maior fluidez à escrita; quanto à minha visão, estou habituada a este tipo de escrita e acho que há livros que pedem este tipo de escrita - este é um deles.

 

Termino a minha opinião dizendo que este é um daqueles livros sobre nada e sobre coisa nenhuma, mas que nos prende à força das suas personagens, tão iguais e tão diferentes entre si.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:37

Leitura em Férias

por Miss F, em 16.07.15

Na verdade eu já estou de férias desde Maio e a leitura tem sido uma constante. Contudo, eu também mereço uns dias de papo para o ar a apanhar um solinho, vai daí que, na próxima semana, vou rumar ao Sol e ao Mar com o Moço. Se há coisa que não me pode faltar na praia são as leituras. Queria levar o Cem Anos de Solidão, mas achei-o tão solitário na estante que não lhe resisti e já estou a acabar. Tenho muitos livros no Kobo que estou a morrer por ler só que, dado que ainda não tenho uma capa para o proteger, o coitado não sai à rua. Pareço aquelas mães extremosas que não largam o filho um segundo, até falo com ele. Assim sendo, fico reduzida ao papel e vou levar estes dois amigos comigo:

 

500_9789724616926_cronica_do_passaro_corda.jpg

Download-Lugares-Escuros-Gillian-Flynn-em-ePUB-mob

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais alguma sugestão que queiram fazer? É só uma semana, mas acho que há espaço para um terceiro amigo!

 

Imagens retiradas daqui e daqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:13

Marina

por Miss F, em 24.06.15

Tenho partilhado pouco as minhas leituras convosco, mas tenho lido tanto e passado tão rápido de uns para os outros (já vou no 19º livro este ano) que depois esqueço-me de escrever. Mas hoje quero falar-vos sobre um livro que me tocou particularmente - Marinade Carlos Ruiz Zafón.

 

Sinopse:

«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»

 

Porque me tocou particularmente?

Em primeiro lugar a escrita de Zafón deixa-me maravilhada, é um autor que gosto bastante de ler, com calma, e saborear a escrita dele. N'A Sombra do Vento o autor consegue dar uma vida às personagens que tornam a história mais envolvente, e o mesmo se passa com Marina. As personagens rapidamente conquistaram um lugar no meu coração e o que lhes vai acontecendo deixa-me realmente empolgada e preocupada. O final é triste e fez-me chorar - desde o The Fault in Our Stars que não me sentia assim com um livro. Contudo, apesar do John Green me ter deixado com um nó na garganta, a Marina conseguiu mesmo fazer com que as lágrimas caíssem. 

Tenho pena que, ao contrário do Daniel Sempere e Fermín Romero de Torres, que voltam no Prisioneiro do Céu (que li este ano) e no Jogo do Anjo (que quero ler em breve), Marina e Óscar não tenham mais aventuras publicadas.

 

Nota: Costumo utilizar o site da Bertrand para os links de livros mas (infelizmente ahaha) não sou patrocinada por eles, é só porque o site é dos mais fáceis de navegar e com melhores detalhes sobre as obras. Contudo e não obstante estou sempre receptiva a receber livros por parte desta e outras entidades.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:20

Feira do Livro - Parte II

por Miss F, em 23.06.15

Já vos tinha dito aqui que tinha aproveitado a Hora H para aumentar a minha biblioteca Murakami e aqui que tinha ido à Feira comer uma fartura. Pois bem, nesta segunda visita estava sob o olhar atento da minha mãe que revira os olhos sempre que entro com um livro novo em casa e acabei por não comprar nada. Não que ela desaprove que eu leia, só desaprova eu ter uma pilha de livros no chão em fila de espera. Soubesse ela a lista do Kobo... Adiante. Fui então à Feira uma terceira vez e já sabia o que ia acontecer. Vá a despesa não foi grande, em conjunto com o meu homem compramos o Cem Anos de Solidão, outro Murakami, uma biografia do Salazar e um livro da Segunda Guerra Mundial do Martin Gilbert. Foi uma despesa a meias e aproveitamos a promoção da Leya de leve 4 pague 3. Depois ainda fui muito querida e ofereci-lhe os dois volumes do Anti-Dühring do Engels (custaram 1€ cada num alfarrabista). Admito que ainda fiquei com livros na cabeça, nomeadamente As Grandes Agências Secretas de José-Manuel Diogo e O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa do José Rodrigues dos Santos, mas não se pode ter tudo. 

 

Digo isto todos os anos, mas para o próximo ano vou reservar verbas especificamente para a Feira do Livro para não ser um tamanho rombo no orçamento!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:12

The Girl On The Train

por Miss F, em 03.06.15

Ou 'A Mulher no Quim', como também gosto de chamar. Parece que este fenómeno de vendas finalmente chega às livrarias (em português) no dia 5 de Junho. Pela minha parte tenho a dizer que já li (no Kobo) e gostei muito. É um livro intrigante, um verdadeiro turn-pages, cheio de mistério. A história está muito bem pensada e a escrita ajuda muito, com frases curtas e simples nos momentos mais altos que ajudam a criar tensão. É um livro que se lê muito bem e muito rápido - comecei no domingo à noite a acabei hoje (segundo o Kobo demorei 7 horas a ler este livro e que li em média 1,4 páginas por minuto, digam lá que não é fantástico saber estes dados?).

 

Além da história em si que é muito boa, este livro mostra-nos que no nosso dia-a-dia aquilo que vemos sobre a vida dos outros pode não corresponder à realidade. Os gestos que fazemos, as acções que tomamos podem querer dizer algo completamente diferente daquilo que parece. As certezas que temos e os julgamentos que fazemos dos outros nem sempre (ou quase nunca) correspondem à realidade. Se tiverem oportunidade leiam este romance de estreia de Paula Hawkins, eu fiquei fan!

 

 Quanto à história, apesar de ser um livro misterioso eu consegui adivinhar o final. Não sei se tenho uma capacidade de previsão acima da média ou se a autora dá demasiadas pistas (um amigo meu diz que também adivinhou), mas quem leu diga-me se eu sou um génio na resolução de crimes ou afinal aquilo é fácil. Agradecida.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:10

Feira do Livro

por Miss F, em 02.06.15

Ontem finalmente fui à Feira do Livro. Gosto muito de ir, acho sempre especial e lembro-me de todos os livros que lá comprei. Apesar de ir muitas vezes ontem pela primeira vez fui à noite e fiquei surpreendida com a quantidade de pessoas que lá estavam! Continuo a achar que os preços ainda são elevados para uma feira, acho que as editoras podiam ser um bocadinho mais ambiciosas. Tirando os livros do dia e aqueles mais antigos que se encontram por preços bem acessíveis a grande maioria tem um desconto de 10% que, convenhamos, encontra-se com facilidade no Continente ou na Fnac durante todo o ano. Mas bom, o que interessa no fundo é a experiência da Feira, é giro ver tanta gente junta pelos livros, é giro ver aquelas pessoas que só vão lá pela bifana ou pela fartura, é giro ver aquelas pessoas que parecem não estar ali por razão nenhuma, mas a Feira também é ir lá só ver as vistas e aproveitar um parque que na maior parte do ano está deserto. 

 

Este ano existe um grande oferta gastronómica, já não temos só bifanas - temos bagels, temos cachorros fora do comum, temos pizza e comida mexicana, temos as bolas de berlim e a ginjinha de Óbidos, temos o típico algodão doce e também os churros. Aproveitei para comer um Bagel de pastrami e é uma delícia, petisquei ainda um fartura do Otário e não saí de lá sem um livro. Já tinha decidido que este ano não me podia desgraçar então defini que ia aproveitar para aumentar a minha colecção Murakami e eventualmente mais qualquer coisa. Aproveitei a Hora H que é assim a coisinha mais maravilhosa de sempre - entre as 22h e as 23h, de 2f a 5f, nas barraquinhas aderentes, temos desconto de 50% em livros com mais de 18 meses -, e o escolhido foi A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol, que me saiu pela módica quantia de 7€ e uns trocos. Há lá coisa melhor nesta vida que livros bons e baratinhos? 

 

E pensam vocês (ou se não pensam passam a pensar) então e só um livro? Pois é meus amigos, ainda a procissão vai no adro, estimo ir pelo menos mais duas ou três vezes e não se pode gastar os cartuchos todos de uma só vez.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:34


Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D